14
de fevereiro de 2006
Afastado
do cinema desde o fracassado Divisão de Homicios (2003), ao 63 anos (64 em julho), Harrison Ford retorna
num filme igual a todos que fez antes, principalmente
O Fugitivo (o roteiro do ex-ator Joe Forte, começa
lembrando outro thriller mal sucedido, Encurralada (Trapped, 2002, com Charlize Theron), que inclusive
tinha uma criança doente como aqui, neste
filme é alergia, naquele era dificuldade de
respirar por causa de bronquite asmática.
Mas ambos com o mesmo efeito dramático. E
do meio para o fim, o filme acaba se tornando uma
variante de O Fugitivo com o herói sendo acusado
de crimes que não cometeu e sendo perseguido
pela policia.
Mas
não vamos nos adiantar. O problema básico é que
Harrison demonstra a idade. Está envelhecido,
marcado nos olhos, já anda tropeçando
e perdeu totalmente o vigor. E como nunca foi bom
ator, a situação realmente se complica.
Gentilmente pode-se dizer que já passou a
hora dele fazer Indiana Jones IV. Como não
pode ser versátil, insistiu no que sempre
fez, ou seja, um thriller policial, em que faz um
especialista em segurança de banco na região
de Seattle (eles usam sua lendária chuva na
trama) que é ameaçado por um gangster
inglês (o melhor do elenco Paul Bettany) que
seqüestra (com um bando) sua família.
Ele deseja que Ford lhe ajude a roubar dinheiro para
sua conta (a novidade do thriller seria transferir
dinheiro pela Net, no caso usando um IPOD de forma
criativa). Mas isso é complicado porque o
banco esta passando por uma fusão e há um
sócio suspeitando de algo errado. Na confusão,
entram também um parceiro (Foster) e a secretaria.
O
filme é básico, tradicional, assistível
(tem um detalhe curioso quando suspeitar da traição
de alguém). Na verdade, um pouco acima do
que estou dizendo.
Dá perfeitamente para assistir,
mas sem maiores expectativas.
Por
Rubens Ewald Filho