RESENHA CRÍTICA: 12 Heróis (12 Strong)

No fundo não deixa de ser um daqueles filmes tradicionais de propaganda de como são bons e heroicos os norte-americanos

22/03/2018 14:33 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: 12 Heróis (12 Strong)

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12 Heróis (12 Strong)

EUA, 2018. 129 min. Direção de Nicolai Fuglsig. Com Chris Hemsworth, Navid Negahban, Michael Shannon, William Fichtner, Taylor Sheridan, Rob Riggle, Michael Peña, Trevante Rhodes.

Já comentei antes sobre a mania atual norte-americana de contratar diretores ainda desconhecidos, na esperança de que eles acertem fazendo filmes de ação. No caso, esse Fuglsig (outra coisa em comum, os nomes esquisitos!) havia ganhado um grande prêmio no Festival Leão de Ouro de Cannes, em 2006, e o Grand Prix em Londres, para um comercial da Sony Bravia. O que viria a ser seu passaporte para este filme de guerra que foi produzido pelo hoje já meio decadente Jerry Bruckheimer, famoso criador de filmes de ação como Armaggedon, Piratas do Caribe e muitos outros.

No fundo não deixa de ser um daqueles filmes tradicionais de propaganda de como são bons e heroicos os norte-americanos e apesar de falar de um tema já meio antigo, os fatos reais só foram liberados recentemente, o que significa que perderam um pouco sua importância, porque depois disso muita água passou debaixo da ponte. O filme se orgulha de trazer como protagonista o australiano Chris Hemsworth (o Thor), ele deve ter ganhado um bom salário, mas nunca parece muito à vontade no papel do líder Capitão Mitchell Nelson. E como parceiro o sinistro e assustador (e bom ator) Michael Shannon que há pouco fez o filme em A Forma da Água!

O argumento do filme é que conta a primeira e uma das poucas vitórias da guerra dos EUA contra os talibans e Al Qaeda no Afeganistão, que sucedeu imediatamente depois do ataque terrorista em Nova York. Não é a toa que aquele pais desértico é chamado de cemitério dos impérios! A missão de apenas 12 soldados de forças especiais, que foram ajudar o General Dostum das Forças de Aliança trazendo nova tecnologia de bombas com raio laser para abrir caminho para as tropas a cavalo. Os fatos são inspirados num livro de Doug Stanton, de 2009, chamado Horse Soldiers: The Extraordinary Story of a Band of US Soldiers who rode to Victory in Afghanistan (tradução Soldados a Cavalos, na historia extraordinária de um grupo de soldados Americanos que conseguiram a vitoria no Afeganistão). Não há duvida que história é patrioteira, mas certamente um Clint Eastwood teria feito um melhor relato e mais empolgante do que podemos ver (o filme teve bilheteria de 45 milhões de dólares e no exterior rendeu apenas 35 no resto do mundo). E parece que o público americano cada vez que se falava em vitória ou ir para casa logo, o público reagia com vaias. Até porque atualmente há mais de 17 anos dos acontecimentos todo mundo sabe muito bem que foi impossível vencer o Afeganistão (mesmo com soldados a cavalo!) e os conflitos estão longe de terminar. O fato de que o elenco é fraco e pouco conhecido, a situações são clichês e rodadas no Novo México (Orogrande, Alamagordo, Socorro,Albuquerque, Alamogordo).

Pode ser que eu esteja sendo preconceituoso, mas o filme que se pretende épico resulta mediano e já visto.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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