Crítica sobre o filme "Diário De Woodstock – Sexta-Feira 15 de Agosto de 1969":
Por Robson Candêo
| Data: 10/04/2003
O Festival de Música e Arte de Woodstock atraiu mais de 450.000 pessoas para uma fazenda no condado de Sullivan. Por três dias, o local tornou-se uma mini-nação hippie, na qual as mentes estavam abertas, drogas eram totalmente permitidas e o amor era livre.
O Festival criou um dos piores engarrafamentos da história norte-americana, e foi um marco na história da música mundial.
Os primeiros 15 minutos mostram depoimentos dos responsáveis pelo show, onde contam como a idéia surgiu, as dificuldades, imprevistos e surpresas. Durante este tempo são mostradas imagens da montagem do palco e do público chegando e se acomodando.
O primeiro cantor é Richie Havens que toca duas ótimas músicas, iniciando muito bem o festival.
A banda Incredible String Band, só aparece em um curto trecho da música “When You Find Out Who You Are”.
São mostradas várias imagens do público, mas no meio desta primeira parte, é mostrado um longo trecho de imagens, onde dá para sentir bastante o clima paz e amor do festival.
Já de noite (com a imagem um pouco pior pela falta de iluminação), Tim Hardin toca a bonita música “If I Were a Carpenter”.
O indiano e pai da cantora Norah Jones, Ravi Shankar, toca uma música instrumental muito boa no ritmo de seu país.
Arlo Guthrie canta Bob Dylan na música “Walking Down The Line”.
A cantora Joan Baez oferece ironicamente a música “Drug Store Truck Driving Man”, ao então governador da Califórnia, Ronald Reagan. Bons tempos em que os artistas norte-americanos pregavam paz e criticavam seus líderes quando necessário.
Em seguida ela canta “Sir Galahad” e encerra o primeiro dia de festival.
É um show histórico que com certeza não pode faltar na coleção dos apreciadores deste tipo de espetáculo. Vale lembrar que existe a versão do Diretor no mercado que possui 40 minutos a mais e é vendida em um único DVD.