Crítica sobre o filme "Robôs":

Marcelo Hugo da Rocha
Robôs Por Marcelo Hugo da Rocha
| Data: 10/10/2005
A partir do sucesso além PIXAR da turma da BLUE SKY com A Era do Gelo, era grande a expectativa do próximo projeto. Então chegou aos cinemas arrecadando mais de 35 milhões de dólares no final de semana de estréia (só nos EUA chegou ao total de 128 milhões). Bem é verdade que não ultrapassou A Era, mas se tornou num “big” sucesso.

Também é verdade que é menos emocionante. O lugar comum da busca de uma vida melhor na cidade grande ou da realização de um sonho não atrapalha tanto, mas a simpatia com o herói não é tão espontânea assim talvez pela falta de um pouco de malícia. Há outros personagens que roubam a cena como a tia atrapalhada (um pedaço de turbina), o Manivela, que vive perdendo seus pedaços por onde e a própria invenção de Rodney.

Como vem acontecendo nas animações mais recentes, há diversas referências do cinema “carne-e-osso”, e justamente elas são engraçadíssimas. E a partir disso, é clara a intenção do riso fácil e o que encanta de verdade. Se a cada cinco animações de longa metragem tivermos um Robôs, não perco mais o meu tempo indo ao cinema para assistir “filmes de verdade”...