Crítica sobre o filme "Garota Encantada, Uma":

Rubens Ewald Filho
Garota Encantada, Uma Por Rubens Ewald Filho
| Data: 07/10/2005
Faz tanto tempo que anunciou este filme, que achei que nunca mais iria sair nas salas. Iria direto para Home Video. Mas estreou finalmente, esta fita que não fez sucesso nos EUA. É uma fantasia da Miramax rodada na Irlanda. Mas é difícil explicar porque. Anne Hathaway confirma seu charme revelado em O Diário da Princesa num filme totalmente estilizado em conto de fadas (é baseado em livro juvenil famoso) com muitas imagens em digital.

Quem narra a história é Eric Idle do Monty Python, que também aparece em cena. É sobre uma garota que ao nascer recebe um presente de grego, de uma fada excêntrica (a deliciosa Vivica A. Fox de Kill Bill): ela obedece a tudo que lhe mandam. O que lhe causa obviamente problemas que a fada madrinha (Minnie Driver mal aproveitada) não consegue resolver. Quando fica adulta, o pai (Patrick Bergin) se casa de novo à maneira de Cinderela, com uma mulher malvada (a inglesa Joanna Lumley de Absolutely Fabulous) que tem duas filhas ainda piores. Mas ela conhece o príncipe (Hugh Dancy, de Dicionário de Cama) que se apaixona por ela e gosta de seu jeito rebelde (apesar de tudo). Ella o ajuda a enfrentar o tio malvado (Cary Elwes) que tem como conselheiro uma cobra (também digital).

O filme tem um lado político, contra discriminação, a obrigação de obedecer ordens, a liberdade e respeito para todas as raças (até os Ogres e Elfos). Mas é contado como musical, misturando canções famosas (“Let me Entertain you” de Gypsy, com outras novas interpretadas por ídolos adolescentes. Anne estranhamente canta com sua própria – e boa – voz).

Perde um pouco de fôlego no meio, mas é bem dirigido, misturando farsa e fantasia, ou seja, é muito bem humorado. Já existe em DVD americano numa edição também muito boa que traz comentários em áudio do diretor e dupla de astros, cenas cortadas e outras estendidas, incluindo final alternativo, comentados pelo diretor opcionalmente, o jogo “Prince Charmont´s Fan Club”, um longo Making Of, e outro menos entrevistando as pessoas na estréia do filme em Nova York, um material para DVD Rom, “Happily Ever After”, e o music-vídeo “I´ts Not Just Make Believe”, de Kari Kimmel. (Rubens Ewald FIlho em 26/06/2005)