Quem narra a história é Eric Idle do Monty Python, que também aparece em cena. É sobre uma garota que ao nascer recebe um presente de grego, de uma fada excêntrica (a deliciosa Vivica A. Fox de Kill Bill): ela obedece a tudo que lhe mandam. O que lhe causa obviamente problemas que a fada madrinha (Minnie Driver mal aproveitada) não consegue resolver. Quando fica adulta, o pai (Patrick Bergin) se casa de novo à maneira de Cinderela, com uma mulher malvada (a inglesa Joanna Lumley de Absolutely Fabulous) que tem duas filhas ainda piores. Mas ela conhece o príncipe (Hugh Dancy, de Dicionário de Cama) que se apaixona por ela e gosta de seu jeito rebelde (apesar de tudo). Ella o ajuda a enfrentar o tio malvado (Cary Elwes) que tem como conselheiro uma cobra (também digital).
O filme tem um lado político, contra discriminação, a obrigação de obedecer ordens, a liberdade e respeito para todas as raças (até os Ogres e Elfos). Mas é contado como musical, misturando canções famosas (“Let me Entertain you” de Gypsy, com outras novas interpretadas por ídolos adolescentes. Anne estranhamente canta com sua própria – e boa – voz).
Perde um pouco de fôlego no meio, mas é bem dirigido, misturando farsa e fantasia, ou seja, é muito bem humorado. Já existe em DVD americano numa edição também muito boa que traz comentários em áudio do diretor e dupla de astros, cenas cortadas e outras estendidas, incluindo final alternativo, comentados pelo diretor opcionalmente, o jogo “Prince Charmont´s Fan Club”, um longo Making Of, e outro menos entrevistando as pessoas na estréia do filme em Nova York, um material para DVD Rom, “Happily Ever After”, e o music-vídeo “I´ts Not Just Make Believe”, de Kari Kimmel. (Rubens Ewald FIlho em 26/06/2005)