Crítica sobre o filme "Flávio Venturini: Não Se Apague Esta Noite":
Por Robson Candêo
| Data: 12/05/2009
Mineiro de Belo Horizonte, Flávio Venturini fez parte do famoso Clube da Esquina na década de 60. Também participou do grupo O Terço e posteriomente do 14 Bis, antes de iniciar a carreira solo nos anos 80. Sua música mais conhecida é “Espanhola” que compôs com Guarabyra, mas há vários outros sucessos que levam sua assinatura.
A gravação deste show aconteceu no Museu das Artes da Pampulha e algumas músicas foram gravadas na sala de estar da casa de Venturini em Belo Horizonte, onde foi montada uma estrutura com a banda. O palco do museu é sóbrio, com uma boa iluminação, e o lugar é pequeno, com somente algumas dezenas de pessoas assistindo. Flávio é acompanhado de uma pequena banda, com músicos bem jovens mas bastante competentes. A voz do cantor é muito boa e afinada.
A maioria das músicas são regravações e tem somente 4 inéditas. O show começa com uma antiga e única que não tem Flávio na composição – “Não Se Apague Esta Noite” que é de um disco clássico de Lô Borges, o chamado disco do tênis. A primeira inédita é “Recomeçar”, uma música light, gostosa de se ouvir; depois tem “O Melhor do Amor”, uma romântica que gostei bastante. A primeira participação é da cantora Mart’nália onde cantam na sala do cantor o samba “Pierrot”; e de volta ao museu de arte, a cantora Marina Machado faz a segunda participação na canção “Noite com Sol”. “Minha Estrela” é uma bela canção romântica em que Flávio canta sem tocar qualquer instrumento, para se aproximar mais do público, e em seguida ele canta “Céu de Santo Amaro”, uma linda adaptação do cantor para uma ária de Bach. O sucesso “Beija-Flor” teve a participação da cantora Luiza Possi (a voz mais bela do DVD), e então tem mais uma inédita, a instrumental “Alegria” que foi gravada na casa de Flávio com a participação do violonista Nando Lauria (que já tocou na banda de Pat Metheny). Para cantar a ótima “Romance” do 14 Bis, ele chamou o irmão Cláudio (que faz parte da banda), em mais uma gravação na sala de estar; já “Alma de Balada” também é muito boa e é do show no museu. Das últimas quatro destaco “Trem do Amor” que é muito bonita e também “Mantra da Criação” que é inédita e tem uma letra ecológica. Ao final ainda tem a canção chamada “Música” que foi gravada em Paris no estúdio Davout, com Milton Nascimento cantando ao lado de Flávio, acompanhados pelo piano de André Mehmari.