Crítica sobre o filme "Sex Pistols: There’ll Always Be an England":
Por Robson Candêo
| Data: 16/07/2009
Em 1977, o grupo Sex Pistols entrou para a história da música com o álbum Never Mind the Bollocks, com músicas pesadas que serviram de influência para as futuras bandas de punk rock. Detalhe que este é o único álbum de verdade que a banda lançou (lançaram também alguns singles) pois a carreira deles como banda foi curtíssima. Para comemorar os 30 anos do lançamento do álbum, os integrantes originais se reuniram para cinco noites de espetáculo na Brixton Academy em Londres. O lugar é grande e estava lotado com um público enlouquecido, gente de todas as idades, classes e jeitos de vestir, mas com o espírito punk na alma. Tem gente com cabelo moicano, tatuagens mil e alguns, ou melhor muitos, que parecem loucos de pedra. O grupo não decepciona, e fazem um ótimo som com seus antigos sucessos. Mas não esperem encontrar um bando de cinquentões mais comportados e mudados com o passar da idade. Logicamente que estão longe de fazer as mesmas coisas do que quando eram jovens, mas ainda falam palavrões, criticam o governo e mostram um comportamento nada adequado, como por exemplo cuspir o Whisk para cima após um gargarejo. A filmagem foi realizada por Julien Temple, que filmou o grupo no início da carreira deles e depois dirigiu uma cinebiografia e um documentário sobre a banda. O resultado é uma filmagem muito bem feita, com um detalhe que gostei bastante: há câmeras no meio do público que captam não só imagens dos fãs cantando e se divertindo, mas também o som, em momentos curtos logicamente.
Antes do show começar o público canta sozinho "There´ll Always Be an England", e então a banda entra no palco para cantar "Pretty Vacant" que abre o espetáculo muito bem. O show continua com as músicas que fizeram a banda ser tão famosa, e o mais interessante é como o som deles soa tão mais normal hoje, do que quando as músicas foram lançadas, quando um som desse era considerado pura barulheira pela maioria. Destaque também para “Submission” – uma das mais conhecidas; “No Fun” e a polêmica “God Save the Queen” que diz na letra – Deus Salve a Rainha, Ela Não é um Ser Humano.