Crítica sobre o Blu-ray "Imagem Filmes - 101 Min." do filme "A Epidemia":

Jorge Saldanha
A Epidemia Por Jorge Saldanha
| Data: 27/08/2011
Nos EUA, A EPIDEMIA foi lançado em Blu-ray com uma transferência de vídeo que respeita o formato original de tela do filme, na proporção 2.40:1. Em nossa edição, como é praxe em praticamente todos os lançamentos da Imagem Filmes, o aspect ratio foi mutilado para a proporção 1.78:1, a fim de preencher toda a tela dos televisores 16x9 e eliminar as tarjas pretas acima e abaixo da imagem. Provavelmente foi empregada a mesma transfer com a qual o filme foi exibido na TV por assinatura – aliás, a prática do “fullscreen de alta definição” começou exatamente na TV HD paga, onde atualmente praticamente todos os filmes são adaptados para preencherem completamente a tela da TV. No caso de A EPIDEMIA, mesmo com a imagem mutilada a transferência preserva muito da qualidade original, com pretos sólidos e alto nível de detalhes. O longa foi originalmente rodado em vídeo digital e filme Super 35mm, porém não notamos variação na qualidade da imagem – exceto pela leve granulação nas partes que foi empregada película. A paleta de cores é no geral dessaturada, mas em alguns momentos torna-se vibrante. Não foram notados filtros digitais, ruídos ou artefatos.

Também no áudio a distribuidora aprontou: trocou a faixa lossless original em inglês PCM 5.1 por uma lossy DTS-HD HR 5.1. É comum este tipo de áudio ser confundido com o DTS-HD Master Audio, que é um codec de alta definição sem perdas que praticamente virou padrão nos lançamentos em Blu-ray. Contudo o DTS-HD High Resolution Audio, apesar de ser capaz de reproduzir até 7.1 canais e de ter definição e bitrate tão altos como o do DTS-HD MA, utiliza um stream de áudio compactado - com perdas de compressão, portanto. Mas dito isso, confesso que, caso não soubesse desse detalhe, confundiria o áudio em inglês deste BD nacional com um legítimo DTS-HD MA de ótima qualidade. Tanto os efeitos sonoros como a trilha sonora de Mark Isham são reproduzidos com acurada fidelidade e envolvimento por todos os canais. Os graves são potentes do início ao fim, e os diálogos sempre são límpidos, mesmo em meio à mixagem sonora agressiva. Já a dublagem em português também é DTS-HD HR, porém ela já soa como uma típica faixa com perdas – sem brilho, abafada e com menor presença dos canais surround. As legendas disponíveis são português, inglês e espanhol.