Crítica sobre o filme "Extermínio 2":

Rubens Ewald Filho
Extermínio 2 Por Rubens Ewald Filho
| Data: 02/07/2007

O primeiro Extermínio (28 Days Later, 2002) já era interessante, realizado por Danny Boyle (A Praia). Mas num caso raro, a continuação é melhor. Mais intensa, mais bem produzida, também mais violenta e sangrenta. Este é daqueles filmes que os americanos chamam de “gore” com sangreira explicita, ainda que sem perder o humor negro. Ou seja, não é para todos os gostos. Mas para quem aprecia fitas cheia de zumbis antropófagos que saem perseguindo humanos em locações espantosas nas ruas e becos de Londres, o filme é um prato cheio.

É verdade que há menos aprofundamento psicológico dos personagens ou tempo para grandes elaborações e parábolas. Realizado pelo talentoso diretor espanhol Juan Carlos Fresadillo (Intacto), o filme é um thriller que não para nunca, editado como videoclipe, a partir da historia de um homem – Robert Carlyle - que deixa sua mulher e família quando tenta escapar dos zumbis (no filme anterior uma epidemia provocou a doença que transformou praticamente toda a população da Inglaterra em monstros). 28 Semanas Depois todos teoricamente foram eliminados assim como a doença. O exército americano estão controlando a situação, em tese, quando retornam os primeiros adolescentes, que são justamente filhos daquele sujeito, que agora é chefe de segurança (embora nunca pareça trabalhar).

Eles serão os protagonistas (afinal é para essa faixa de publico que o filme foi feito) e causarão a crise quando fogem do isolamento e reencontram a mãe deles (Catherine, de Coração Valente). O problema é que ela esta contaminada e volta a espalhar o caos, de tal forma que os soldados são obrigados a atirar à esmo na população, depois lançar chamas e gás venenoso. Ou seja, guerra de extermínio total. Enquanto os heróis fogem por Londres (tudo filmado de madrugada no verão, em cenários impressionantes). Não falta também um final irônico e não tão inesperado. Mas tudo é muito bem feito, ainda que tresloucado.

Sem dúvida, a revelação de um diretor. Experimente.