Crítica sobre o filme "Anos Felizes":

Rubens Ewald Filho
Anos Felizes Por Rubens Ewald Filho
| Data: 21/05/2014

Este é o filme mais recente de um dos bons diretores do cinema italiano atual, infelizmente mal conhecido por aqui apesar de ser amigo e sócio de Nanni Moretti.  Luchetti  fez sucesso com a excelente comédia Meu Irmão é Filho Único (07) e acerta novamente com esta historia assumidamente autobiográfica onde relembra como era sua família, nos anos 70, quando tudo parecia virar de cabeça para baixo. Seu pai era um artista plástico confuso mas bonitão (feito por Kim Rossi Stuart, que é filho de um astro dos spaghetti Western,  Giacomo Rossi-Stuart, 1925-94, e por isso ator desde os cinco anos). Entrou na mania de fazer performances onde tiram a roupa em museus ou na rua, mas é incapaz de ser fiel e se entender com sua mulher Serena (a atriz é casada com o já famoso e ascendente diretor Paolo Virzi e se chama Micaela Rammazotti).

De qualquer forma, o filme foi injustiçado agora há pouco no festival de Pernambuco talvez porque fosse tudo uma “mistureba” indigesta  de produções nacionais (naturalmente favorecidas) com estrangeiras. Ficou apenas com prêmios de consolação (atriz coadjuvante empatada com a atriz que faz a mãe, e montagem). Quando merecia muito mais.

Isso é fácil confirmar já que é uma historia terna, divertida, com as melhores qualidades do cinema italiano, com bons atores jovens e que se assiste com muito prazer.