Apesar do prestígio do astro mexicano Gael Garcia Bernal (que tem feito carreira por toda América Latina e também no cinema americano), e ter sido exibido na Mostra Internacional de São Paulo, e antes disso em Berlim, não consegue divertir ou interessar muito esta história real para mexer com a população local. Difícil gostar do protagonista estudante Juan Nunez e o amigo Benjamin, que no natal de 1985 roubam 140 peças do mais famoso museu do México, famoso por suas obras pré-hispânicas, como a máscara do Rei Pakal. Mas a família dele não o aprova, e ele acaba por se entregar, de forma bem banal. Aliás, todo o filme é assim, perde tempo, ainda que nos permita ver algumas das interessantes obras, mas o protagonista é mal desenvolvido e o diretor em vez de fazer um thriller bem-humorado se frustra numa mera curiosidade.