Confesso para vocês que eu não tinha qualquer intenção de gastar meu tempo com um filme talvez religioso como este chamado aqui de “Po”, ou “A Boy Called Po”. Mas a verdade é que com o passar do tempo a gente vai deixando de ser desumano e passa-se a pensar em ajudar determinados tipos de projetos e filmes. E ter a certeza de que é bom se falar e ajudar a necessidade de um caso de autismo. Além disso, este filme é de um diretor e roteirista chamado John Asher, que além de ser ator (mais de 30 filmes) também foi filho de uma figura conhecida chamada William Asher, que foi o diretor original de I Love Lucy desde 1951, com Lucille Ball, a maior comediante da história da televisão e seu então marido Desi Arnaz. E também A Feiticeira, igualmente sucesso com Elizabeth Montgomery. John por sua vez começou a dirigir aos 21 anos, que se chamou Kounterfeit (1996) e que foi estrelado pela premiada em dois Oscars Hilary Swank. Entre outros filmes que dirigiu fez com Kirk Douglas e Lauren Bacall, Em Busca dos Diamantes, 99, Chick Flick, de 98, e ainda Dirty Love Dando o Troco estreado em Sundance. Continuou a dirigir filmes, mas foi tocado pelo ato que o filha Eva Asher tem autismo e foi por isso que ele quis espalhar os altos e baixos do autismo por todo o mundo.
O ponto de partida da história é uma espécie de resumo: depois que sua esposa faleceu de câncer, um engenheiro com excesso de trabalho luta para ajudar o filho que tem autismo. Só que passa a sofrer por ameaças de bullying procura fugir do que o mundo lhe separa. Mas uma das surpresas do filme é a presença na trilha musical do célebre compositor e musico Burt Bacharach (certamente incentivo porque o filho sofreu de problemas semelhantes). Asher assina como co-produtor, diretor. O filme ganhou diversos prêmios em lugares diferentes, quase sempre para o garoto Po ou seja Julian Feder. Eis a lista de prêmios: Albuquerque, ator e filme, Newport compositor, Newport (também Bacharach), Palm Beach (filme), San Diego revelação (John Asher), Houston (ator e filme).