Crítica sobre o filme "Suprema":

Rubens Ewald Filho
Suprema Por Rubens Ewald Filho
| Data: 14/03/2019

É preciso ter simpatia pela estrela britânica Felicity Jones, que foi indicada ao Oscar por Teoria de Tudo, 14, além de fazer parte do elenco de Star Wars (Rogue One, 16, serie Forces of Destiny) e ter tido sorte em projetos de sucesso (O Espetacular Homem Aranha 2, Inferno, Busca sem Limites) já com 41 créditos. Não aprecio seu estilo de representar, mas não há dúvida que tem a sorte de conseguir grandes roteiros, com esta original e importante história que praticamente ninguém sabia, sendo de fatos reais de espantarem qualquer um. Vocês que achavam o governo norte americano como sendo liberal e respeitador dos direitos das mulheres, terão uma incrível surpresa de ficar sabendo que até recentemente mulher não tinha qualquer nada disso. Esta é a impressionante história real de Ruth Bader GInsburg (1933), que foi a pioneira e mesmo assim, ainda viva e admirada, foi a estrela do documentário chamado RBG, sobre sua vida e obra (também houve canção em homenagem a ela que ficou entre os cinco finalistas este ano no Oscar mas mesmo assim não saiu vencedora!).

Esta versão traz então Felicity (que é naturalmente muito mais bonita do que a admirada dama) que relata sua história e de sua família e por tabela o absurdo dos absurdos sobre o desprezo em que tanta coisa foi maltratada e desmoralizada. Na história, quem faz o marido é o galã Armie Hammer (Rede Social, Me Chame pelo seu Nome) que também enfrenta doença, com Felicity passando anos para tentar mudar as regras do governo mesmo que lutando com a ajuda de outras jovens estudantes. Eu francamente fiquei chocado com a falha absurda de um governo tão poderoso e pretensioso quanto o norte-americano e quem estudar Direito não pode perder esta lição de vida e cultura. Quem se interessar não pode perder.