Uma coisa boa dos franceses é que eles continuam fiéis a seus ídolos femininos mesmo quando eles envelhecem, como sucede com Sophie (estrela desde adolescente e hoje com 50 anos). Felizmente continua bonita e charmosa, mesmo num filme mediano melhor compreendido pelo público feminino. Seu parceiro é o competente François Cluzet, que continua a cara de Dustin Hoffman.
Nada original, é uma história sobre um casal que se conhece numa festa de Feira do Livro, Elsa é escritora divorciada e tem casal de filhos, com um amante ocasional bem mais jovem que ela. Ele, Pierre, advogado é casado e tem filhos (ambos tem probleminhas caseiros com os herdeiros, mas nada de muito interessante). Quando se conhecem já se interessam um pelo outro, o que fica mais forte noutro encontro por acaso (aliás nesta cena tem uma sacada da diretora mostrando Sophie em casa se arrumando, ela abre o armário com as roupas, afasta-as e pronto, já entra dançando na boate!). Há pelo menos 3 outros momentos criativos, quando ele está na cama com a esposa e Elsa surge em fantasia fazendo sexo com ele, outro quando no hotel em Londres, os dois vem caminhando por dois espelhos (este é melhor ver que explicar) e por fim, um beijo na chuva em Londres, com a câmera dando voltas de 360 graus!
Apesar de ser filme francês, o adultério não vai muito longe, eles tentam ficar longe um do outro, mas não conseguem. Vão então passar uma temporada juntos em Londres...
O filme tem um problema grave, excesso de músicas na trilha musical, na verdade canções pop que teriam sido sucesso na França na ocasião e quase sempre viram vídeo clip, às vezes até mesmo interrompendo a ação. Pode ser uma homenagem aos filmes dos anos 80, mas também pode ser irritante. Também não gosto muito do final, que me pareceu a início abrupto e depois confuso, como se a realizadora na última hora tivesse se arrependido e inventado outro, para ficar mais artístico. Um detalhe curioso: a diretora do filme, Liza, é filha da cantora e atriz Marie Laforet (O Sol por Testemunha)! E interpreta aqui o papel da esposa.