Crítica sobre o filme "Sétimo Filho, O":

Rubens Ewald Filho
Sétimo Filho, O Por Rubens Ewald Filho
| Data: 11/03/2015

A vida de ator mesmo premiado com o Oscar® não é fácil, veja o caso de Julianne Moore, no mesmo ano onde levou o premio de atriz não só da Academia mas de todos os lugares (Globo de Ouro, SAG), ela teve também que participar desta aventura russa de gosto duvidoso, porque filme de arte ou independente não tem grana, nem lhe paga as contas. Não só ela, mas um elenco bastante ilustre que traz como atração aos fãs de Game of Thrones, o jovem Kit Harington (que fazia Jon Snow pelo menos nos 3 primeiros episódios de 2015, porque com essa série nunca se sabe quem irá morrer!). E ia Jennifer Lawrence chegou a acertar tudo quando teve que largar o projeto. Felicity Jones testou e não foi aprovada. Outro que pulou fora foi Alex Pettyfer, e Sam Claflin, testou e não passou.

Rodado no Canadá é baseado em livro de Joseph Delany, série The Last Apprentice, livro The Spook´s Aprentice, ia ser distribuído pela Warner quando terminou o acordo com a produtora Legendary e tudo passou para a Universal. É importante falar do diretor Sergei Bodrov. Nascido em Khabarovsk, então União Soviética, foi um dos poucos nomes conhecidos do cinema russo depois do fim do comunismo, se especializando em ação e espetáculo. Estourou pela primeira vez em 1989, quando lançou S.E.R. - Svoboda eto rai/Freedom is Paradise, premiado no Festival de Berlim e de Montreal. Já tinha mais de vinte anos de carreira quando seu nome ganhou destaque novamente no lançamento de Kavkazskiy plennik/Prisoner of the Mountains (1996). Baseado em um conto de Leo Tolstoy, concorreu ao Oscar® de Melhor Filme Estrangeiro daquele ano. Também foi responsável por lançar a carreira do filho de Bodrov, o ator Sergei Bodrov Jr. (1971-2002), protagonista do filme. O rapaz morreu em uma avalanche nas montanhas do Cáucaso, onde preparava a realização de seu primeiro longa, Messenger. Bodrov foi indicado mais uma vez ao Oscar® de Melhor Filme Estrangeiro por O Guerreiro Genghis Khan (Mongol, 2007), um filme de extraordinária beleza.

Jeff Bridges já vitima da maldição do Oscar®, é um feiticeiro meio Gandalfi ainda que bêbado e menos esperto. Quando o filme começa ele prendeu a bruxa malvada Mãe Malkin (a pobre Moore, desperdiçada) só para ela escapar dez anos depois mais poderosa do que nunca e agora tem que encontrar outra procurando pelo sétimo filho de outro sétimo filho. Quem ele encontra é Ben Barnes, filho de fazendeiros que as pressas tem que aprender a defender o mundo do mal. Todos os críticos reclamaram sem exceção que não dá para entender direito o que Bridges está falando. Mas o mocinho tem a sorte de ter uma pedra mágica que lhe foi dada por sua mãe (Olivia) que aparentemente se torna mais forte quando aparece a Lua Azul.

Com uso abundante de efeitos especiais de CGI, cheio de dragões, o que não deixa de ser bom para a gente perdoar e esquecer os astros famosos que foram se meter nesta fantasia dos diabos. Tem pretensões a virar franquia, mas só rendeu nos EUA 17 milhões de dólares e mais 88 no exterior.