Crítica sobre o filme "Dose Dupla":

Rubens Ewald Filho
Dose Dupla Por Rubens Ewald Filho
| Data: 13/09/2013

É Interessante sabe que este policial é baseado numa graphic novel dos estúdios Boom! e foi também produzida por Mark Wahlberg, trazendo de volta o amigo dele, o diretor islandês Baltasar (com quem fez aquele abaixo da crítica Contrabando), mas este deve ter aprendido alguma coisa porque o resultado é melhor, começando pela presença do sempre confiável Denzel Washington (um amigo me disse, ele “sempre faz um filme bom”) desde que se tenha o bom senso de não levar a história a sério, nada faz muito sentido ou tem muita lógica, mas é um daqueles “Bromance” sobre amizade conturbada entre dois homens que é entremeada de piadinhas e frases pseudo brilhantes. Infelizmente a trama é banal ainda que um pouco confusa escrito por Blake, masters (que é daqueles que aprendeu o metier com Roger Corman), mas tem um orçamento alto para o gênero (60 milhões de dólares) e não foi muito bem nos EUA (onde chegou apenas aos 70 e por enquanto quase nada no exterior). Ou seja, por enquanto é fracasso. 

A ação começa com Bobby Trench (Denzel) e Stig (Mark) roubando um banco do interior do Texas (provocam incêndio numa lanchonete vizinha) e descobrem que lá estava escondido 43 milhões de dólares escondidos em caixas de segurança (safety boxes). Aos 26 minutos vem a surpresa que nenhum dos dois é bandido, mas não sabiam de seus respectivos segredos. Trench é agente do DEA e Stig está na Inteligência Naval ambos em missões secretas, que se cruzaram sem querer, para infiltrar o cartel do mexicano Papi Greco (Olmos), que o trailer já revela não é o verdadeiro dono da grana. A partir daí um monte de gente está atrás do que eles roubaram (Mark fugiu dando tiro no parceiro, veja que bom amigo!). Incluindo um oficial da Marinha (Marsden), o cartel, a CIA e o DEA (Paxton). Eles se reencontram e agora tem que se ajudar com um prazo para recuperar o dinheiro. Naturalmente há um interesse romântico no caso de Denzel, com a sempre bela Paula Patton.

Bastante amoral (a mensagem ao menos continua atual: dinheiro corrompe), com vilões cruéis, mas não excesso de violência, achei o filme perfeitamente dispensável. Um detalhe curioso: o tempo todo ficam repetindo a quantia em disputa, ou seja 43 milhões! A Troco de que?