Crítica sobre o filme "Bem Amadas, As":

Rubens Ewald Filho
Bem Amadas, As Por Rubens Ewald Filho
| Data: 30/10/2012

Tinha gostado de alguns filmes de Honoré (Canções de Amor, Não Minha Filha Você não irá Dançar), mas este aqui é dose. A ponto de fazer a gente desistir para sempre dele. Um filme equivocado onde novamente ele tenta fazer um musical (daquele jeito, canções ruins, sussurradas, porque ninguém tem voz, nem ao menos tenta interpretar).

A única qualidade é a presença imutável de Catherine Deneuve (que parece estar congelada num freezer já que não muda) e a surpreendente filha de e de Mastroianni, a linda Chiara Mastroianni, que vai melhorando com a idade. Ela é um charme, mas o roteiro é uma calamidade infindável. Quando jovem Catherine é vivida por Ludivine que gosta de ser prostituta e tem uma filha com um médico tcheco (ou coisa que o valha).

A história já pula para o presente onde ela se transforma em Deneuve que sobrevive porque dois velhos gostam dela e a sustentam. Mas a filha se apaixona enlouquecedoramente por um músico que é gay e HIV positivo, que não lhe dá grande bola, mas com quem insiste em transar. O final é frustrante assim como a participação pequena e sem graça de Louis Garrel. Longo, confuso, desagradável, você fez bem em não ter visto.