Premiado com Oscars de Fotografia, Som e Trilha Musical Adaptada (para John Williams), foi ainda indicado como Melhor Filme, Diretor, Direção de Arte, Ator (Topol) e Coadj (Frey que faz o alfaite). Ganhou o Globo de Ouro de Ator e Musical.
O filme tem uma cor “terra/pastel” (sem tons fortes) escolhido pelo diretor. A edição excelente, em dois discos, tem comentários em áudio do diretor Jewison e também do astro israelense Chaim Topol que faz o protagonista embora ainda estivesse com trinta e poucos anos.
Falando diretamente para a câmera (na peça, ele fala para a plateia, mas sempre com o olho para o céu! Diálogo com Deus), o personagem consegue muita empatia, ainda mais ajudado por uma bela trilha cujo pontos altos são Sunrise, Sunset, a música da Casamenteira, Matchmaker, Se eu Fosse Rico (If I Were a Rich Man), a dança do casamento (coreografia do genial Jerome Robbins de West Side Story) e a imagem do violinista inspirada em Chagall.
Era originalmente da United Artists, a única produtora que deu liberdade de ação para o diretor Norman Jewison (No Calor da Noite) que foi quem rejeitou o criador do personagem na montagem original da peça, Zero Mostel (1915-77), porque tinha uma personalidade maior do que a vida, era exuberante, improvisador, vaidoso (ainda que gordo e careca), mas em cena era brilhante e inesquecível (ele esteve em filmes como Primavera para Hitler, de Mel Brooks, Testa de Ferro por Acaso, com Woody Allen, o musical Escravo das Arábias em Roma/A Funny thing happened on the way to the Fórum, Pânico nas Ruas de Kazan e Rinocerontes de Ionesco).
Talvez por eu ser tão admirador de Zero e ressentir sua ausência que nunca gostei especialmente de Topol. Ele fala pausado, lento e calculado. Não gosto nem mesmo de suas outras aparições no cinema (como o vilão Columbo de 007 Somente para seus olhos, Zarkov de Flash Gordon, De Olho na Esposa, de Carol Reed com Mia Farrow, Antes do Inverno Chegar com David Niven).
Embora seja melhor compreendido pelos de origem judaica, seu apelo é universal (e envelheceu bem, até melhorou). Foi rodado na antiga Iugoslávia com grande orçamento, apesar do elenco pouco conhecido.
Outras curiosidades do filme: Jewison queria que o fotógrafo Oswald Morris desse certo tom ao longa e ao ver uma mulher com meia de nylon pediu-lhe a meia (que foi usada como filtro das lentes durante todo o filme o que dá para ser percebido em que prestar atenção).
Também rodou o sonho de Tevye dessaturado em vez do colorido normal (veja extra). O fotógrafo é o mesmo que tinha feito o estilo de Toulouse Lautrec para Moulin Rouge, de John Huston, e para Moby Dick do mesmo diretor, num tom que lembrava as gravuras sobre a vida do mar no século 19.
O título vem de uma pintura do russo Marc Chagall chamada The Dead Man que mostra uma cena de funeral e mostra esse violinista num telhado. É usado como uma metáfora para tentar sobreviver num mundo que está sempre mudando. O burro de carga chamado "Shmuel" pelo elenco foi salvo quando ia ser mandado para fábrica de cola em Zagreb.
Norman Jewison pagou para o fazendeiro local mantê-lo vivo por mais três anos, até seu falecimento natural. Quem havia sido escolhida para fazer o papel da mulher de Tevye, Golde, a judia alemã Hanna Maron, mas achou melhor substituí-la quando ela perdeu uma perna no atentado terrorista em Munich.
Foi substituída por Norma Crane que já tinha sido diagnosticada com câncer no seio que eventualmente a iria matar. Mas só contou isso para o diretor e Topol. Assi (ou Assaf) Dayan ia fazer o papel de Perchik, mas não conseguia falar direito inglês e foi substituído por Paul Michael Glaser (que faria a série Starsky e Hutch e depois se tornaria diretor).
Orson Welles, Anthony Quinn e Marlon Brando teriam recusado o papel de Tevye. Mas Frank Sinatra e Danny Kaye foram recusados. Richard Dreyfuss, Scott Glenn e John Ritter fizeram testes para o elenco. Assim como Rob Reiner Richard Thomas para Fyedka; Katey Sagal ,Talia Shire.
De acordo com o produtor Walter Mirisch, Anne Bancroft recusou o papel de Golde. No filme, a cena Sunrise Sunset foi iluminada não por luz elétrica, mas por centenas de velas.
O presidente Tito da Iugoslávia era grande fã de cinema e só por isso permitiu a filmagem. Os amigos russos dele não ficaram nada satisfeitos por que se critica Stalin.
O filme estourou nas bilheterias do Japão. O filme omite duas canções da montagem teatral: Now I Have Everything e The Rumor.
Topol foi indicado ao prêmio 1991 Tony Award quando viveu o papel na Broadway.