Crítica sobre o filme "Ganhar ou Ganhar - A Vida É um Jogo":

Rubens Ewald Filho
Ganhar ou Ganhar - A Vida É um Jogo Por Rubens Ewald Filho
| Data: 10/03/2012

Estreando em Sundance, este filme teve várias indicações por seu roteiro, mas não chegou a estrear em nossos cinemas. Ele tem realmente uma história absorvente e boas interpretações, embora não fuja de clichês e soluções apressadas.

O diretor é também um ator conhecido (2012, Entrando Numa Fria Maior Ainda) e escreveu o roteiro com um amigo de infância com quem justamente praticava a luta do filme. Ele acertou antes em dois longas de qualidade, O Visitante e O Agente da Estação.

Ajudado por Giamatti, numa variação de seu tipo tradicional, consegue dar contornos humanos à situação de um advogado especializado em casos de pessoas doentes (de formas diferentes de demência) que tenta se aproveitar da situação (porque está sem dinheiro para sustentar a casa) e acaba se atrapalhando.

Gosto especialmente de Cannavale (seu melhor amigo), a indicada ao Oscar Amy Ryan (a esposa) e o retorno da neo-zelandesa Melanie Linskie (de Almas Gêmeas).

Extras: Cenas cortadas, Entrevista com os dois roteiristas, matéria em Sundance com o jovem David Thompson e outra entrevista com McCarthy e Giamatti.