RESENHA CRÍTICA: Madame (Idem)
Não percam seu tempo com esta comédia amadorística, mal resolvida e muito mal escrita
Madame (Idem)
França, 2017. 1h31min. Direção e roteiro de Amanda Sthers. Com Toni Colette, Harvey Keitel, Rossy De Palma, Michael Smiley, Tom Hughes.
A diretora Amanda foi ex-mulher do ator e cantor Patrick Bruel. Nascida em 78 em Paris, como diretora e roteirista fez apenas 3 filmes, este aqui, Je vais te Manquer (07), com Carole Bouquet e Pierre Arditi, e mais o recente Holy Lands, com Rosana Arquette, James Caan.
Mas não percam seu tempo com esta comédia amadorística, mal resolvida e muito mal escrita. É uma pena ver totalmente perdida a talentosa Colette (mais nem tanto Keitel, que envelheceu muito). O roteiro é tão fraco que a única figura meio interessante é Rossy De Palma, famosa estrela de filmes de Almodóvar, que sempre foi famosa por não ser bonita (sendo gentil), mas tendo uma figura estranhíssima que bem usada poderia roubar o filme. Mas nem isso é solucionado no filme patético.
A sub historia é a seguinte: recém-chegados em Paris, os americanos Anne (Collette) e Bob (Keitel) organizam um luxuoso jantar para 12 pessoas. Quando uma presença inesperada faz o número virar 13, a supersticiosa anfitriã se recusa a dar chance ao azar e transforma a empregada Maria (Rossy de Palma) em convidada especial espanhola. Inicialmente receosa, ela acaba conquistando um comerciante de arte britânico com seu jeito único e o relacionamento se aprofunda para além da noite de festa, para desespero dos controladores patrões de Maria. Evite.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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