RESENHA CRÍTICA: A Freira (The Nun)
É curioso notar que os filmes de terror continuam a ter seu público fiel mesmo quando não tem histórias ou personagens famosos ou cults
A Freira (The Nun)
EUA, 2018. 1h36min. Direção de Corin Hardy .Roteiro de Gary Dauberman com roteiro de James Wan. Com Demian Bichir, Taissa Farmiga (irmã mais nova de Vera Farmiga), Jonas Bouquet, Bonnie Aaruns, Ingrid Bisu, Charlotte Hope, Sandra Telles. (que aparentemente é brasileira!).
O diretor Hardy nascido em 1975 é escultor, roteirista e artista, e tem uma longa carreira no gênero. Ainda que em vídeos e curta metragens. O único trabalho anterior que foi visto aqui é A Maldição da Floresta (The Hallow, 15).
É curioso notar que os filmes de terror continuam a ter seu público fiel mesmo quando não tem histórias ou personagens famosos ou cults. Fico assustado porém quando fiquei sabendo que em vários cinemas há uma queda de quarenta por cento do público que o freqüentava (a falta de dinheiro e a crise naturalmente são parte do problema). Mas fica difícil defender outro terror B onde o cara mais conhecido é o ator mexicano Demian Bichir, o que já demonstra a que tipo de público é endereçado. A própria distribuidora a Warner fez o resumo: quando uma jovem freira fica fechada num Mosteiro na România um padre que tem um passado complicado pede apoio do Vaticano para investigar o caso. Descobrem que a Ordem esconde segredos, mas arriscam sua própria vida e fé, quando enfrentam uma força maldita no formato da freira demoníaca com a mesma aparência que antes assustou o publico no filme The Conjuring 2 (Invocação do Mal 2, que era com a mesma Farmiga), no que se torna uma luta entre o vivos e os amaldiçoados. Ou seja, se não entendeu ainda, é uma continuação daqueles filmes que na verdade são dos melhores do gênero no momento. Só que este aqui seria cronologicamente o primeiro a contar a história, ou seja, é anterior. Portanto os fatos são anteriores a Annabelle: A Criação (17). Uma curiosidade: o filme teve uma chamada muito forte no YouTube que a pedidos teve que ser fora do ar, mas como tudo na vida pode ser simplesmente um truque para interessar mais os espectadores. Outro detalhe: o filme estréia aqui simultaneamente com os EUA. Grande chance dos fãs o apoiarem.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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