RESENHA CRÍTICA: PéPequeno (Smallfoot)
Não espere que seja nenhum clássico. Reclamo sempre que as animações atuais são longas demais e cansam as crianças que fazem birra para sair! Mas dá bem como passatempo
PéPequeno (Smallfoot)
EUA, 18. 1h36. Animação. Direção de Karey Kirkpatrick e Jason Reisig. Vozes de dubladores na versão original: Chaning Tatum, James Corden, Zendaya, Common, LeBron James, Danny DeVito, Gina Rodriguez, Yara Shahidi, Ely Henry.
Você por acaso sabe do que se trata o PéPequeno? Não se surpreenda porque é apenas uma dessas tentativas de fazer mais um desenho animado aproveitando alguma figura lendária da cultura norte-americana, o que para nós não quer dizer muito. Por que seria o Chamado Big Foot (Pé Grande), que seria um bicho lendário tipo o “Yeti” que viveria nas montanhas nevadas norte-americanas (e que já foram vitimas de alguns filmes medianos sobre a temática). Aqui então se fala do extremo oposto, o pseudo monstro é menos perigoso. Mas nem se tentou partir para a originalidade, o estilo de animação daqui (do mesmo grupo de Lego Movie) é feito por equipe similar com a do último Snoopy & Charlie Brown e As A venturas do Capitão Cueca (2017) que francamente me passou em branco. Como história o filme é parecido com Monstros S.A. e Hotel Transilvânia, que também são sobre uma civilização de monstros que tem medo dos humanos que esses sim acham que são monstros. E a resolução é mais do que óbvia. De qualquer forma, ainda é apenas o quinto filme de animação da Warner (e que também é musical!). Também usam um novo logotipo “ A WarnerMedia Company”. Embora tenha alguma mensagem de descobertas e compreensão, não espere que seja nenhum clássico. Reclamo sempre que as animações atuais são longas demais e cansam as crianças que fazem birra para sair! Mas dá bem como passatempo.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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