RESENHA CRÍTICA: Straight Outta Compton - A História do N.W.A (Straight Outta Compton)
Realista, o filme porém é basicamente para os que admiram o gênero Rapper, esse estilo de cultura
Straight Outta Compton - A História do N.W.A. (Straight Outta Compton)
EUA, 15. 147 min. Direção de F.Gary Gray. Com O´Shea Jackson Jr, Corey Hawkins, Jason Mitchell, Neil Brown Jr, Aldis Hodge, Marlon Yates Jr, Paul Giamatti, Alexandra Shipp.
Em geral os filmes sobre blacks vão muito mal nos cinemas brasileiros (mesmo na época dos VHS já eram assim), saindo em geral direto nas locadoras. Este aqui parece uma exceção porque com um orçamento de 28 milhões de dólares conseguiu amealhar mais de 160 milhões pelo fato de ser musical e o público negro norte-americana é também o que frequenta mais as salas de cinema. A direção é do já veterano negro F. Gary Gray que descobri em Berlim com o ação Até as Últimas Consequências (Set it Off, 96). Depois fez muita coisa: A Negociação, O Vingador, Uma Saída de Mestre, Código de Conduta e acabou de ser contratado para realizar o Velozes e Furiosos 8!
Antes de tudo o filme interessa aos que curtem e seguem toda a cultura Hip Hop, em especial contando a história do grupo N.W.A., que saiu das ruas de Compton , Califórnia, em meados dos anos 1980 para revolucionar o gênero. Sempre atentos a longa metragem que chega os 147 minutos(sendo que a montagem original chegava a 3 horas e 30 minutos). Em 1987, cinco rapazes revolucionaram o gênero usando ideias por vezes brutalmente honestas mas sempre com rima, apesar de viverem num bairro muito pobre e perigoso.E assim revelaram como era realmente a vida no chamados Hoods.
O elenco é interessante, com O´Shea interpretando seu próprio pai, Ice Cube. Esse mesmo que faz boa carreira não apenas como ator,diretor e produtor. Outro que era a turma é Dr. Dre, cantor, compositor, diretor de clips e produtor. E mais um polêmico,Eazy E (1963-95), que faleceu de Aids. Além de que Straight Outta Compton é o nome de LP mais controverso (o grupo lançou mais dois discos antes de se dissolver em meados dos anos 90). Paul Giamatti talvez o mais conhecido do elenco, ao menos como ator, faz Jerry Heller, o empresário apelidado de The Godfather of Gangsta Rap.
Conclusão: realista, o filme porém é basicamente para os que admiram o gênero Rapper, esse estilo de cultura.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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