RESENHA CRÍTICA: Martyrs (Idem)

Não é história de fantasma, ou monstro, ou qualquer criatura de fantasia, mas um filme sangrento e violento, que não justifica muita coisa

05/05/2016 14:54 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Martyrs (Idem)

tamanho da fonte | Diminuir Aumentar

Martyrs (Idem)

EUA, 15. 86 min. Direção de Kevin e Michael Goetz. Com Troian Bellisario, Kate Burton (filha de Richard Burton), Bailey Noble, Melissa Tracy, Caitlin Carmichael, Toby Huss, Taylor John Smith.

Esta é a refilmagem de um filme franco-canadense chamado Mártires que passou em abril de 2009 no Brasil, dirigida por Pascal Laugier (não assisti e confesso que nem fiquei sabendo do filme). Deve ter se tornado Cult (nem se submeteu a autocensura) tendo sido premiado em festivais do gênero com Sitges, Fangoria e Fright Meter. E provocou esta refilmagem feita por uma dupla de irmãos Kevin e Michael Goetz que fizeram antes Rota de Colisão (Scenic Route com Josh Duhamel).

Não é história de fantasma, ou monstro, ou qualquer criatura de fantasia, mas um filme sangrento e violento, que não justifica muita coisa. Então somos obrigados a aceitar um banho de sangue não suficientemente explicado como se os novos diretores tivessem preferido principalmente no começo reduzir as imagens deixando-as quase como um teaser, um trailer reduzido. Depois de uma matança mal explicada, virá uma reviravolta que na verdade se torna difícil de explicar ou ainda mais fazer sentido. É a história de uma garota ainda pré adolescente (Lucie) de dez anos que foge de um armazém onde estava prisioneira. É levada para um orfanato onde conhece Ana, uma amiga de quase a mesma idade com quem compartilha os traumas. Sem explicar muita coisa dali a pouco Lucie já adulta aparece chegando numa bonita casa de fazendeiros onde com uma espingarda vai matando sem explicação todos os membros da família, pai, mãe e casal de filhos. Dali a pouco chega a Ana que não esta acreditando naquilo mas mesmo assim ajuda a amiga. Não quero explicar muito mais porque a história vai se tornar ainda mais complicada quando entra na história uma mulher poderosa (Kate) e outras pessoas.

Mas os diretores não se furtam diante da violência e não apreciam grandes explicações ou justificativas. Afirmam mesmo que se interessaram mais pela amizade das duas moças do que pelas cenas de tortura (alias as protagonistas são da série de TV Pretty Little Liars e True Blood). Confesso que tenho rejeição a filmes que divulgam e propagam tortura, dor, sequestro, dominação. Só cultivam o que de pior tem o ser humano. Este tem certa fluência narrativa, apesar do final genérico. Mas o mundo já está tão podre que não tem cabimento difundi-lo.

Linha
tamanho da fonte | Diminuir Aumentar
Linha

Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

Linha
Todas as máterias

Efetue seu login

O DVDMagazine mantém você conectado aos seus amigos e atualizado sobre tudo o que acontece com eles. Compartilhe, comente e convide seus amigos!

E-mail
Senha
Esqueceu sua senha?

Não é cadastrado?

Bem vindo ao DVDMagazine. Ao se cadastrar você pode compartilhar suas preferências, comentar ou convidar seus amigos para te "assistir". Cadastre-se já!

Nome Completo
Sexo
Data de Nascimento
E-mail
Senha
Confirme sua Senha
Aceito os Termos de Cadastro