RESENHA CRÍTICA: Trolls (Idem)
Embora me pareça longo demais para crianças pequenas (para quem na verdade é endereçada, em particular meninas) é uma historinha bonitinha cheia de figuras exóticas e simpáticas
Trolls (Idem)
EUA, 16. 92 min. Direção de Mike Mitchell e Walter Dohrn. Vozes originais de Anna Kendrick e Justin Timberlake (também no clipe musical), Zooey Deschanel, Christine Baranski, Jeffrey Tambor, James Corden, Gwen Stefani, John Cleese, Russell Brand.
Embora já esteja saturado com tantos filmes de animação, este novo e muito caro (custou 120 milhões de dólares) chega num momento onde se anunciou o fim do departamento do gênero do estúdio, obviamente em crise, aliás faz anos, da Dreamworks (ao menos da velha gestão). Não estreou ainda nos EUA onde só deve sair em novembro! Não são muito famosos ou respeitados também os realizadores: Mike dirigiu Shrek para Sempre, Alvin e os Esquilos 3 e coisas como Gigolô por Acidente. Dohrn é roteirista e escreveu Shrek 2 e 3, Bob Esponja.
Embora me pareça longo demais para crianças pequenas (para quem na verdade é endereçada, em particular meninas) é uma historinha bonitinha cheia de figuras exóticas e simpáticas, como tem sucedido ultimamente. Também é o primeiro filme musical do estúdio desde O Príncipe do Egito. O troll original foi criado por um homem chamado Gjol na Dinamarca e depois em 58, Thomas Dam criou o boneco que teve depois vários tipos e formas.
O filme é baseado nesses criadores. A história é básica é sobre uma princesa troll e seu amigo infeliz que luta para impedir que os trolls sejam vitimas de violência. Enfim, exclusivamente para crianças pequenas (os pais que tenham paciência e aproveitam a trilha musical que é divertida).
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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