RESENHA CRÍTICA: Monster Trucks (Idem)

Uma aventura confusa e pouco engraçada, que lembra um pouco as aventuras de Spíelberg e sua comunidade nos anos 80, depois de ET

22/02/2017 22:31 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Monster Trucks (Idem)

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Monster Trucks (Idem)

EUA, 16. 104 min. Direção de Chris Wedge. Com Lucas Till, Jane Levy, Thomas Lennon, Barry Pepper, Rob Lowe, Danny Glober, Amy Ryan, Frank Whalley.

De todas as histórias recentes sobre as loucuras de Hollywood, esta é das mais divertidas ainda por cima porque no dia que eu escrevo (18 de fevereiro) foi anunciada a demissão do CEO, chefão dos estúdios Paramount (ligados a Viacom), Brad Grey, depois de 12 anos. Ninguém deve ficar com pena desse senhor porque com certeza ganhou fortunas e cometeu erros, como esta aventura que de tão ruim pode ser ate vista como uma bizarra diversão juvenil que teve ainda a cara de pau de ser em 3D (lá como o aqui os óculos estão fora de moda!). Ela custou 125 milhões de dólares, e não rendeu mais de que 32 (o que não é tão ruim assim se considerando que o estúdio, também é ligado a juvenil Nickelodeon). Originalmente foi uma ideia de um executivo da imprensa, que Deus sabe por que foi aprovada e ficando cada vez mais cara e absurda. O sujeito foi despedido, mas o que fazer com o filme? Claro que ele entrou nos prejuízos anuais da empresa, mas a Paramount está em onda de azar, sem franquias de sucesso (até mesmo Star Trek andou claudicando). Um detalhe quem assina o filme como diretor é um veterano da animação Chris Wedge. que já se deu melhor com Reino Escondido, Robôs e o primeiro A Era do Gelo que foi um estouro. Não se sabe o que deu nele para se perder nesta aventura confusa e pouco engraçada, que lembra um pouco as aventuras de Spíelberg e sua comunidade nos anos 80, depois de ET.

Rodado no Canadá há mais de dois anos, até com um elenco famoso, conta a história de um geólogo que informa a companhia que explora petróleo que detectaram um estranho eco sistema. Quando pesquisam acabam descobrindo que alguém esta tirando combustível de veículos deixando um buraco enorme. Um jovem certo dia ouve algo e chama seu padrasto xerife e acaba descobrindo um monstrinho vindo do oceano que é uma mistura de golfinho com uma lula antediluviana e outros bichos, e com quem ele vai ficar amigo e parceiro, protegendo-o dos perseguidores.

O bicho não é muito convincente porque tem dificuldade de se locomover em terra, mas crianças pequenas podem se assustar ou o achar adorável. Porque para compensar a fraqueza do roteiro há uma enorme quantidade de caminhões perseguindo o herói, um elenco irregular e embaraçado. Mais do que ver o filme como diversão, vale mais como lição de vida! Faça um filme ruim que não rende dinheiro e seu lugar é no olho da rua!

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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