RESENHA CRÍTICA: Na Vertical (Rester Vertical)
Embora celebrado como fábula humanista, não me convence nem interessa. Quem quiser se arriscar...
Na Vertical (Rester Vertical)
França,16. 1h38 min. Direção de Alain Guiraudie. Com Damien Bonnard, India Hair, Raphaël Thiéry, Christian Bouillette, Basile Meilleurat, Laure Calamy, Sébastien Novac.
Este é o mais recente filme do diretor Alain Guiraudie, que provocou polêmicas e premiações com o filme anterior, premiado em Cannes e celebrado no circuito LGB: Um Estranho no Lago, 13,que era basicamente um filme gay explícito passado no verão num lago no interior da França onde um assassinato vinha modificar a rotina do sexo.Quando o herói fica obcecado em ficar com o criminoso mesmo correndo risco de vida.
Este aqui é visualmente bem menos interessante e premiado (passou em branco em Cannes, o ator Damien Bonnard foi indicado ao César como revelação, e ganhou o Lumiére, e prêmio de diretor no Festival de Sevilha). Mas é um filme soturno, esquisito, que embora tenha sexo explicito (uma constrangedora cena de penetração num velho moribundo!) é evidente que não explica muita coisa (a relação dele com um bebê que só o atrapalha, outra ligação com um gay velho que ele rejeita, uma tentativa de conquistar um adolescente, um confronto com o que parece ser mais lobo do cachorro).
Enfim, não aprecio as ambições desse diretor bizarro que aqui traz como protagonista um roteirista de cinema em busca de idéias, que chega no interior da França na região de Lozére, no rio Rhone, se encontra com a camponesa Marie com quem ira se envolver... Embora celebrado como fábula humanista, não me convence nem interessa. Não é erótica, nem humana, nem comovente. Quem quiser se arriscar...
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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