RESENHA CRÍTICA: Barreiras (Barrage)
A história é confusa, mal desenvolvida e ainda por cima tem uma conclusão bastante vaga. Não dá para recomendar
Barreiras (Barrage)
Luxemburgo, Bélgica, 17. Direção de Laura Schroeder. Com Isabelle Huppert, Lolita Chammah, Thémis Paulwells. Indicado ao Oscar de filme estrangeiro por Luxemburgo. Exibido no Festival de Berlim.
Um modesto drama familiar rodado em antigo plano americano (quase um quadrado) mas que tem fotografia de Helene Louvant, famoso por ter feito Pina de Wim Wenders. Exibido em Berlim, faz questão de ter uma equipe feminina. Não se admire muito em correr para ver novo trabalho da grande Huppert, porque ela tem pouco tempo em cena (começo e fim do filme). Mas não tem maiores chances e deve ter aceito o projeto mais pela presença estrelar da filha Lolita Chammah (que já é veterana em cinema com quase 30 trabalhos), mas continua aqui a parecer tímida e inexpressiva (conforme a vi num Festival do Rio de Janeiro, inquieta enquanto conversava com a mãe). Na história Huppert faz uma mãe de meia idade que cuida da neta ainda muito jovem e que teria sido abandonada pela filha de Huppert, aparentemente consumidora de drogas. Dez anos depois Lolita sai da Suíça e vem a Luxemburgo em busca da filha (a outra teria destruído todas as cartas). O tênis entra na história porque Huppert insiste que a menina aprenda o esporte, coisa que já tinha sucedido antes com Lolita. Mas a história é confusa, mal desenvolvida e ainda por cima tem uma conclusão bastante vaga. Não dá para recomendar.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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