RESENHA CRÍTICA: As Viúvas (Widows)

O problema mais evidente é que a história se não foi vista antes por muita gente é realizada com mão pesada, muita violência, ambientes luxuosos conflitando com um bando horrível de políticos sem vergonha e desprezíveis

05/12/2018 15:18 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: As Viúvas (Widows)

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As Viúvas (Widows)

EUA, 18. 2h9min. Direção de Steve McQueen (não confundir com o ator falecido homônimo). Roteiro de Gillian Flynn, McQueen, baseado em série inglesa de TV de Lynda La Plante. Com Viola Davis, Liam Neeson, Jon Bernthal, Michelle Rodriguez, Alejandro Verdin, Elizabeth Debicki, Carrie Coon, Robert Duvall, Colin Farrell, Molly Kunz, Bryan Tyree Henry, Jackie Weaver, Cynthia Erivo e Lukas Haas.

Faz alguns anos que assisti aqui mesmo na TV brasileira a série britânica chamada As Damas de Ouro (Widows, 83) em 6 episódios com as atrizes Ann Mitchell, Maureen O´Farrell, Fiona Hendley. E a história é bem parecida, mas a moda inglesa: três assaltantes a mão armada, Harry, Terry e Joe Pirelli morrem quando uma van de segurança bota fogo no carro e explode no Kingsway Tunnel em Londres. Suas viúvas Dolly, Shirley e Linda assume os planos dos finados e com a ajuda de uma quarta mulher, Bella, trabalham apesar das surpresas (que não vou contar). Ou seja, a série era bastante interessante, mas a verdade é que não ganha muito nesta refilmagem do britânico Steve McQueen (que ganhou um Oscar pelo 12 anos de Escravidão, 2013, vencedor do Oscar de melhor filme. Além dele Brad Pitt e mais três outros, sendo que este filme foi o primeiro longa metragem que foi ganho por um negro na história do Oscar! Também levou Oscars de roteiro e atriz Lupita Nyongo).

O estranho e curioso é que apesar do projeto ter todo o prestigio possível, o filme não teve grande sucesso de bilheteria nos EUA (e aqui também tem tido salas vazias). Rendeu por enquanto cerca de 33 milhões de dólares para um filme que custou, 42 milhões. Ou seja, esperem um pouco antes de cantarem vitória e anunciarem novo Oscar para o diretor e Viola Davis (num papel ingrato, ela chora demais o tempo todo, sem perder logicamente seu carisma. Mas por enquanto não parece que terá outro Oscar com ele). Na verdade, nem o diretor procura cenas muito originais sendo que a mais estranha é quando a câmera segue um carro, pelo ponto de vista desse automóvel, visto pelo exterior, nunca vemos o que se passa dentro, apenas ouvimos os diálogos entre os dois personagens. Ou seja, não é algo que vai passar para a história. É do tipo bandido que rouba bandido com tiro após tiro, mas insisto em destacar a já veterana e sempre vital Michelle Rodriguez e principalmente a atriz inglesa que acho bela e fatal e que reconheci pela televisão, Elizabeth Debicki.

O problema mais evidente é que a história se não foi vista antes por muita gente é realizada com mão pesada, muita violência, ambientes luxuosos conflitando com um bando horrível de políticos sem vergonha e desprezíveis (apesar da presença do competente Robert Duvall que esta com 88 anos, e Colin Farrell que é o filho dele na história, mas que comparece impassível e sem alma!). Não há dúvida que são as mulheres negras que dominam a narrativa, graças a seu carisma e competência. Mas também são prejudicadas pela mão pesada do diretor e a resolução pouco original. Francamente não me parecem filme para conquistar o público do Oscar.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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