RESENHA CRÍTICA: Vizinhos (Neighbors)

Não espere nenhuma maravilha deste filme estrelado por Seth Rogen e Zac Efron.

20/06/2014 11:42 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Vizinhos (Neighbors)

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Vizinhos (Neighbors)

EUA, 14. 97 min. Direção de Nicholas Stoller. Roteiro de Andrews J. Cohen, Brendan O´Brien. Com Seth Rogen, Zac Efron, Rose Byrne, Dave Franco, Christopher Mintz-Plasse, Andy Samberg, Lisa Kudrow.

 

O verão norte-americano, ou seja, esta fase de junho a agosto, costuma ser o grande momento para eles fazerem blockbusters e comédias (já não há aulas). Nem todas, porém dão certo. Para um sucesso como este teve, houve logo a seguir do desastre de Seth McFarlane, dirigindo e estrelando Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola (repararam no duplo sentido do titulo! O original seria simplesmente Um Milhão de Jeitos de Se Morrer no Oeste, mais correto já que o filme é centrado em humor negro e escatológico. Depois do êxito de Ted, escrito e dirigido por ele, esperava-se grande êxito, mas parece que nem passa em nossos cinemas. Indo direto para o hoje infernal mercado de home vídeo!). Este Vizinhos para um orçamento de 18 milhões já está com 142 milhões de dólares de bilheteria (e já 85 milhões no exterior).

Logicamente você já não espera nenhuma maravilha. Sabe que pela própria temática é endereçada a adolescentes e universitários, na linha Clube dos Cafajestes. Já que se trata de um conflito entre um casal que se muda para uma casa nova, feliz da vida (ele Mac/Seth Rogen, um tipo que por ser comum conseguiu se tornar astro, ajudado por sua qualidade como roteirista e criador de gags). Junto com a mulher Kelly, a australiana Rose Byrne, que sabíamos adorável e boa de comédia porque se saiu bem em Missão Madrinha de Casamento, mas ainda assim em seu melhor momento no gênero! E a criança pequena. Tudo vai caminhando quando na casa ao lado se muda uma república de estudantes, daquelas dispostas a farrear (e como bom estudante americano cair de tanto beber!). E a aparente amizade entre eles vai deteriorando até quase virar uma guerra total.

Zac Efron com sua habitual cara de empáfia e sempre sem camisa. Até no final tem uma piada boa já que termina diante da loja Ambercombie & Fitch, que obriga seus vendedores a se apresentarem sem camisa na entrada do local. Aliás, esta sequência foi totalmente improvisada!. De qualquer forma, Zach ao menos não se leva a sério no que é uma continua briga de desaforos, baixarias, apelações e grossuras. Mas que sendo justo pode funcionar para quem aprecia o gênero. Quem também esta no elenco é o irmão de James Franco (que faz Pete) e num cena de luta em cena quebrou a mão de Zac! Contam que o roteiro original colocava Mac e seus amigos em luta aberta contra a república, mas a esposa de Seth sugeriu que mudassem para como está. Todos os atores ganharam menos que o costume, portanto devem estar felizes com o sucesso e o bônus que vão ter. A cena em que o bebê vira para ver o casal transando foi acidental e não planejada (o diretor sacou e fotografou).

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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