RESENHA CRÍTICA: Metéora (Meteora)
Está em cartaz no circuito arte nacional este drama grego minimalista, muito particular
Metéora (Idem)
Grécia, 13. Direção de Spiros Stathoupoulos. 82 min. Drama romântico. Com Theo Alexander, Tamila Koulieva-Karantinaki, Giorgos Karakantas.
Não se pode queixar do circuito arte nacional que com a chegada de várias distribuidoras independentes tem apresentado significativa variedade de filmes, inclusive este drama grego minimalista, muito particular, que passou em Berlim e foi ganhar melhor filme em Cartagena. Alternando cenas dramáticas com atores em locações exóticas, com outras feitas por animação, com um mínimo de diálogo exige um espectador paciente e disposto a observar a paisagem exótica e bonita, já que não está disposto a fornecer quaisquer informações. Nas montanhas da Grécia, há dois monastérios bizantinos gêmeos, feitos de pedra e cujo alcance só é conseguido através de sacos que ocasionalmente descem até a civilização (no que parece ser a busca de cordeiro e idílicos encontros entre o jovem e bonitão padre Theo Alexander que esteve na serie americana True Blood, no inglês Prova de Amor. E uma freira interpretada pela atriz russa Tamila). Isso até o inevitável encontro de amor.
Metéora em Grego quer dizer “levantar- se” ou “no ar” que designam os refúgios dos monges cristãos que se escondiam ali do governo Otomano. De qualquer forma é frustrante não se saber nada sobre os heróis ou sua vida pregressa. Alguns críticos acham que foi rodada ate meio fora de foco para unificar todas as cenas, feitas sempre de um curto e determinado espaço. Este é o segundo filme do diretor que fez antes PVC- 1 (2007), na historia real de uma mulher que é transformada em uma bomba humana!
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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