RESENHA CRÍTICA: Deixa Rolar (Play it Cool)
O filme fica mais leve porque tem alguns atores legais como Topher Grace, mas é fraco
Deixa Rolar (Play it Cool)
EUA, 14. Direção de Justin Reardon. Com Chris Evans, Michelle Monaghan, Aubrey Plaza, Topher Grace, Ahsley Tisdale, Patrick Warburton, Ioan Gruffudd, Luke Wilson, Matthew Morrison, Philip Baker Hall, Joan Rivers.
Está chegando a uma safra de ROM-COM, que parece marca de alguma coisa técnica, mas é a forma americana a qual eles se referem com certo desprezo as comédias românticas. Esta aqui foi coproduzida com boa vontade pelo agora astro Chris Evans (mais solto do que costume), para o diretor estreante em longa que tinha feito antes uma curta premiado em Atlanta. Infelizmente denota falta de ritmo, de unidade, irregularidade no roteiro, desperdício de um elenco simpático de amigos querendo cooperar. E finalmente é cheio de referencias ao cinema e literatura que irão passar por cima dos espectadores, sem atingi-los.
Uma pena porque eu estava disposto a gostar desta historinha pouco convincente de um escritor já experimentado que recebe oferta de escrever um roteiro (o que corre paralelo com gente do Glee) enquanto resolve depois de longo hiato em também se apaixonar. E procura uma garota que lhe sirva, que acaba sendo a charmosa Michelle Monaghan, já veterana mas que só agora tem tido papeis mais importantes (foi indicada inclusive ao Globo de Ouro por True Detective). Ela trabalha com eventos sociais e quando não esta jogando conversa fora com suas pseudo bobagens, ele inicia um relutante romance. O filme fica mais leve porque tem alguns atores legais como Topher Grace, de outro escritor, uso de algumas canções divertidas. Mas é pouco para ser consumido.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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