RESENHA CRÍTICA: Cássia Eller

Esperava-se muito deste documentário, o primeiro longa dedicado a famosa e querida roqueira Cássia Eller

28/04/2015 11:52 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Cássia Eller

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Cássia Eller

Brasil, 2015. 113 min. Direção de Paulo Henrique Fontenelle. Lançamento em DVD e VOD.

Esperava-se muito deste documentário, o primeiro longa dedicado a famosa e querida roqueira Cássia Eller (1962-2001), que faleceu no auge de sua carreira de problemas no coração (e não por overdose de drogas). O que já faz por merecer uma crítica no filme a falta de respeito da imprensa que fez afirmações errôneas e escandalosas. Cássia como todo mundo faz questão de afirmar (ao menos amigos como Nando Reis) era uma pessoa doce mas difícil e rebelde, difícil de controlar. Mas se a voz tinha falhas (nunca diz isso no filme!) era um tornado em cena, carismática, envolvente, uma autêntica estrela. O documentário limita-se a registrar cenas em geral curtas de entrevistas para a televisão (as melhores imagens são as do comecinho de carreira) e os depoimentos carinhosos da mãe e da companheira Maria Eugenia, registrando carinhosamente o resultado da justiça, que conferiu a guarda do filho Chicão (que aparece já adolescente ainda simpático e fotogênico). O problema insolúvel porém é que se ouve e vê pouco dos shows, das canções, da intérprete. Falta a artista e isso prejudica muito o filme. Capa especialmente ruim com uma foto que deixa estrela com cara de lobisomem de filme de terror!

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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