RESENHA CRÍTICA: Rua Cloverfield 10 (10 Cloverfield Lane)
Não chega a ser uma história nova e os fãs do gênero já descobriram tramas semelhantes. Mas prende a atenção
Rua Cloverfield 10 (10 Cloverfield Lane)
EUA, 16. 105 min. Direção de Dan Trachtenberg. Com John Goodman, Mary Elizabeth Winstead, John Gallagher Jr, voz de Bradley Cooper, Suzanne Cryer, Douglas Griffin. Roteiro de Josh Campbell, Matthew Stuedcken, Damien Chazelle. Produção de J.J. Abrams e mais 7 outros.
Em 2008 foi feito o filme Cloverfield: Monstro, de Jeff Nichols, produzido pelo hoje celebre J.J. Abrams que também foi rodado em segredo e lançado inesperadamente com certo sucesso (e que rendeu 80 milhões) apesar de não ser muito convincente. Abrahams resolveu repetir a dose com o mesmo nome, outro diretor estreante e a uma vaga relação com o anterior. Ao custo de 15 milhões de dólares (muito para um filme passado praticamente num único set) e até agora com renda de mais de 50 milhões! Não podia ser maior a popularidade do produtor Abrams depois do êxito de Star Wars: O Despertar da Força, do Star Trek (vem ai o novo Além da Escuridão) e Missão Impossível 3, as séries Alias, Lost, Fringe, Westworld. E felizmente o filme, sem ser nada excepcional é melhor que o anterior (que era sobre o ataque de um ET monstro que ataca a cidade de Nova York provocando desastres).
Agora é a história de uma moça que sai de casa num carro sem desconfiar de nada até que numa estrada deserta é trombada por um pequeno caminhão. Acorda dentro de um bunker, presa por correntes e aos poucos um senhor gordo (o sempre ótimo John Goodman) vai lhe contando que houve um problema e eles estão escondidos ali porque o ar fora está contaminado. A moça é a veterana mas ainda pouco conhecida Mary Scott Winstead, que parece Natalie Wood e esteve em Scott Pilgrim Contra o Mundo (10, como Ramona), Premonição 3, Smashed, A Prova de Morte, 07, filme menor de Tarantino, Duro de Matar: um Bom Dia para Morrer.
Lá dentro depois se descobre há um também um rapaz, mas que não diz muito a que veio, resultando numa figura passiva. O conflito basicamente é esse: será que houve mesmo uma invasão de Ets ou algum conflito violento e ficar no Bunk seria a única alternativa viável? A heroína não se convence. O público pode achar que ela esta certa ou totalmente errada? E a vida será o preço que vai pagar por sua teimosia. Ou não? Eis a questão...
Não chega a ser uma história nova e os fãs do gênero já descobriram tramas semelhantes. Mas prende a atenção e você vai querer saber qual é o final (só posso dizer que o considerei bem fraco!).
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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