RESENHA CRÍTICA: Ardor (El Ardor)

Pobres atores que não souberam ler o roteiro e caíram nesta cilada

30/11/2016 20:44 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Ardor (El Ardor)

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Ardor (El Ardor)

Argentina/Brasil, 2014. Direção de Pedro Fendrik. Com Gael Garcia Bernal, Alice Braga, Chico Diaz, Jorge Sesan, Claudio Tolcachir, Julian Tello, Lautaro Vilo. Co produção de Vania Catania. Figurinos de Kika Lopes.

Estreou as escondidas e sem maior promoção, esta coprodução entre Brasil e Argentina. Quase ninguém viu ou verá, apesar da presença da brasileira e talentosa Alice Braga (atualmente estrela de série de TV americana) e do mexicano Gael Garcia Bernal e o sempre confiável Chico Diaz (latino radicado no Brasil há muitos anos). Melhor assim. Não se abale como eu em perder tempo com este pseudo faroeste com pinta de Shane (Os Brutos também Amam) já que o protagonista é uma figura misteriosa que sai das águas, fuma charuto de ervas que não são nomeadas e age misteriosamente e assim desaparece. Parece que o diretor teve certo sucesso com filmes de temática semelhança (La Sangue Brota, O Assaltante) que até lhe rendeu prêmios mas observando este drama infeliz só nos resta lamentar a presença dos atores, que garbosos fazem o possível com uma não historia, sobre não personagens e que não podia ser mais lastimável.

A ação se passa num matagal a beira de um rio, onde que bandidos (sicários se preferem), ou assassinos que são três, chegam ao lugar aparentemente enviados por alguém não bem identificado para tomar conta do sitio matando o dono e sequestrando a filha (Alice). Enquanto isso surge das água Bernal e seu jeito de anti herói, pequeno e modesto, que vai lutar contra os bandidos, como se fosse um samurai dos pobres.

Tudo é muito frágil e medíocre, por vezes irritante e indesculpável. Pobres atores que não souberam ler o roteiro e caíram nesta cilada.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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