RESENHA CRÍTICA: A Garota Desconhecida (La Fille Inconnue)
Este é provavelmente o mais fraco dos inúmeros filmes que a dupla de Irmãos Dardenne fez depois de ganhar Palmas de Ouro de Cannes
A Garota Desconhecida (La Fille Inconnue)
Bélgica, 16. 1h53 min. Direção de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne. Com Adéle Haenel, Olivie Bonnaurd, Jéremie Rennier, Louka Minnella, Christelle Cornil, Olivier Gourmet.
Este é provavelmente o mais fraco dos inúmeros filmes que a dupla de Irmãos Dardenne fez depois de ganhar Palmas de Ouro de Cannes (aqui absurdamente levou um Prêmio Especial do Júri!). Mas ganhou antes também com O Garoto da Bicicleta, 11, Prêmio Especial do Júri também com O Silencio de Lorna, 08, melhor roteiro, A Criança, 05, Palma de Ouro por O Filho, 02. Além de ser o menos expressivo filme da dupla ainda é prejudicada pela atriz central, francesa, que parece um fantasma, minha mãe chamaria de “mosca morta”, Adéle Haenel (que fez Amor a Primeira Briga, Lírios D’Água, Os Homens que Elas Amavam Demais).
Com excepcional apatia, eles descrevem um caso, ou vários, que se entrelaçam envolvendo uma jovem médica bem intencionada que no seu dia a dia passa por vários problemas como um assistente hipersensível, diversos casos de rotina, mas o que a mais a abala é o fato de não ter atendido a uma chamada na porta do lugar, que já estava fechada por causa do horário, o que teria levado a mulher, uma negra a ser assassinada! Fica muito abalada com isso, o que é difícil de se acreditar. Acho que da próxima vez os irmãos deveriam vir ao Brasil e em qualquer vila ou lugar do país, mas possivelmente em São Paulo, e acompanhar um dia ou mesmo algumas horas de um atendimento social de doenças que eles viriam o que é realmente algo trágico,dramático e absurdo. E nunca mais fariam algo tão superficial e frágil.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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