RESENHA CRÍTICA: Ozzy (Idem ou Rapido Y Peludo)
Um desenho espanhol como este apesar de simpático e até divertido
Ozzy (Idem ou Rapido Y Peludo)
Espanha, 16. 90 min. Direção de Nacho La Casa, Alberto Rodriguez. Com vozes de Guillermo Romero, Dani Rovira, José Motta. Premiado com o Gaudi de melhor animação, melhor animação dos roteiristas espanhóis e foi indicado como som e animação para o Goya.
Tem havido lançamento de tantos filmes de animação, que está se tornando difícil de comentar todos (imagine então os pais que se ocupam em levar as crianças em produções que não da Disney, ou seja tem sua publicidade anunciada durante meses antes e depois da estreia). Ou seja, um desenho espanhol como este apesar de simpático e até divertido tem muita dificuldade de fazer sucesso aqui, mesmo sendo as crianças o único público garantido de consumo inesgotável e irrecusável!
Esta é a primeira animação de um diretor espanhol (antes tem apenas um curta, chamado The Incredible Story of my Great Grandmother Olive, 10). Nacho de La casa é prolífico produtor basicamente de series de teve juvenis. Ozzy é um amigável beagle que tem uma vida boa ate quando seus donos os Martins viajam numas férias distantes. Onde não se pode levar cachorros. A melhor solução seria deixá-lo num lugar de alto luxo chamado Blue Creek. Mas no fundo é apenas uma desculpa para o dono bandido aprisionar cachorros. Ozzy terá que pedir a ajuda de seus novos amigos para não ficar numa prisão. O filme já começa no cotidiano da família e a coisa mais curiosa é que todos os personagens humanos ou bichos são esticados, como dizer pernas curtas, corpo e rosto grande! E não sei até ponto cachorro prisioneiros e vitimas de tortura é um assunto que funciona para crianças. Enfim, fica o registro, não é Disney, aliás nem de longe.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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