RESENHA CRÍTICA: Atômica (Atomic Blonde)

É bem mais fraco do que você pode supor este filme que deveria ser uma louvação a bela estrela

30/08/2017 18:34 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Atômica (Atomic Blonde)

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Atômica (Atomic Blonde)

EUA, 17. 1h55 min. Direção de David Leitch. Roteiro de Kurt Johnstadt. Baseado na Graphic Novel The Coldest City, escrita por Anthony Jonston para a On Press Graphic, Ilustrações de Sam Hart. Com Charlize Theron, John Goodman, James McAvoy, Eddie Marsan, Toby Jones, James Faulkner, Sophia Boutella (Múmia), Roland Moller, Bill Skarsgaard, Til Schweiger, Barbra Sukowa.

 Não foi o sucesso que se esperava ao menos nos EUA este thriller que traz um elenco interessante (repleto de gente da Alemanha) e que foi dirigido por um certo David Leitch, ator, produtor, roteirista, coordenador de cenas de ação para Brad Pitt (Clube da Luta), Van Damme, Ultimato Bourne, várias segundas unidades mas como realizador menos creditado, somente aqui e no próximo Deadpool, e como produtor o mais conhecido é por John Wick, um Novo Dia para Matar, o mais fraco da série. Rodado na Suécia, Alemanha e EUA, num orçamento limitado de apenas 30 milhões de dólares, rendeu até 10 agosto (39 milhões).

Mas há uma razão para isso, o filme não é lá essas coisas e a culpa parece ser do próprio diretor desqualificado para fazer um projeto mais sofisticado e menos banal, praticamente todo passado em imagens sombrias e cara de sofrimento da estrela, que luta de todas as formas, em geral em clima de balé ou ginástica ou tiroteios óbvios. Não ajuda muito a ação se passar na Alemanha Oriental ainda no momento em que começavam a derrubar o Muro de Berlim. Há uma sucessão de mortes e idas e vindas, enquanto a heroína chamada Lorraine Boughton (que saudades de sua “Imperator” furiosa de Mad Max) além de ser vítima de um estranho e sombrio interrogatório por parte dos ingleses e americanos, tem que pular janelas e terraços, se defender de bandidos de todas as formas, enquanto o roteiro não é capaz de criar uma relação mais decente para o co-astro do filme James McAvoy que repete o trejeito de outros trabalhos, esta exagerado como não devia e não desenvolve a lógica história de amor que teria de se esperar (ah, há uma ligação lésbica também mal desenvolvida com a oriental de Múmia, Sophia Boutella). O fato de usar passagens de passado e presente tampouco ajuda muito (nem mesmo o final absolutamente previsível). E a intenção de usar astros da Alemanha no elenco fica irritante já que eles foram reduzidos a humilhantes pontas.

É bem mais fraco do que você pode supor este filme que deveria ser uma louvação a bela estrela.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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