RESENHA CRÍTICA: O Advogado (Byeon-ho-in)

Será que um filme como este, ou seja, não ocidental, vai encontrar um público aqui? Espero que sim

11/10/2017 13:48 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: O Advogado (Byeon-ho-in)

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O Advogado (Byeon-ho-in)

Coréia do Sul. 2013. 2h7min. Direção de Yan Woo Seok. Com Kwang Spo Cha, Seon Mook-Cho, Ki-Jung Han.

Não conhecemos muito bem no Brasil, a produção cinematográfica da Coréia do Sul (por favor, não confundir com a do Norte e seu chefe doente). Mas o suficiente para admirar a qualidade técnica de seu produto e a existência de pelo menos um diretor genial que é o Park Chan Woo, indiscutível um gênio em filmes de ação e aventura como Oldboy, 03, o recente e brilhante A Criada,16, Lady Vingança, 16, Mr Vingança,12.

Este outro filme coreano que está estreando com atraso (é de 2013) não é exatamente uma trama policial (embora eles estivessem envolvidos), mas é diferente para nós, já que nem sempre persiste a luta para se combater corruptos ainda mais em países orientais, onde, acreditem, a bandidagem entre policiais e tribunais é mais séria do que supúnhamos.

O Advogado é uma história real e foi fenômeno de bilheteria na Coréia do Sul ao levar 11 milhões de espectadores aos cinemas, se tornando o 8º filme mais visto na história do país. A história gira ao redor de Song, um advogado meio esnobado por todos, sem clientes e conexões importantes, mas que luta para fazer sucesso nos negócios e principalmente em corrigir os erros e injustiças. Até que o protagonista decide defender um adolescente torturado e violentado na cadeia, onde está preso por uma alegação falsa. Na verdade, ele e seus colegas são acusados de estarem divulgando livros comunistas, com ensinamentos recusados pelos tribunais.

Isso também é interessante porque a Coréia do Sul não é dos países mais liberais do mundo até por causa do temor de invasão por conta do seu rival de cinema. Então a proposta do filme é contar e denunciar a corrupção da polícia e até dos magistrados também por uma razão toda especial. O filme passa-se em 1980 e é baseado na história real de Roh Moo-Hyun, que é presidente da Coréia e que ficou famosos como advogado e ativista dos direitos humanos. Segundo o diretor, o nome Song Wood Seok usa o primeiro nome e último, foi inspirado no primeiro e último nome do ator.

Afinal das contas o filme funciona? É de impressionar a quantidade de prêmios que recebeu. Entre eles, Baek Sang Awards (5 prêmios, inclusive direção e filme), Blue Dragon (filme, ator, coadjuvante, ator e atriz), Bull Film Award (ator e coadjuvante), Chunsa Film Art (diretor, ator), Montagem (melhor ator, produção e revelação de diretor), Grand Bell Awards (diretor, roteiro, atriz coadjuvante), críticos da Coreia (diretor, ator) e etc.

Será que um filme como este, ou seja, não ocidental, vai encontrar um público aqui? Espero que sim, o ator protagonista é diferente do costume e uma das coisas que me cativou foi verificar que não é só na nossa terra que assistimos corrupção e abusos. Na Coréia, pelo menos diz o filme, há tentativas de resolvê-los com seriedade.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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