RESENHA CRÍTICA: O Touro Ferdinando (Ferdinand)

É sempre um prazer ter um novo filme de animação realizado pelo brasileiro Carlos Saldanha

09/01/2018 08:00 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: O Touro Ferdinando (Ferdinand)

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O Touro Ferdinando (Ferdinand)

EUA, 17. 1h48min. Direção do brasileiro Carlos Saldanha. Baseado em livro de Munro Leaf, Robert Lawson. Vozes originais de John Cena, Bobby Canavale, Kate McKinnon, Raul Esparza, Anthony Anderson, David Tennant. Fotografia do brasileiro Renato Falcão (A Festa de Margarette, Rio). Indicado para 2 prêmios Globo de Ouro (filme e canção Home), 4 indicações para o prêmio Annie.

É sempre um prazer ter um novo filme de animação realizado pelo brasileiro Carlos Saldanha (que fez os dois Rio(s), episódio de Rio, Eu Te Amo, dois A Era do Gelo) ainda que esbarre em mais “dois” problemas. Não precisa ser tão longo, insisto que crianças pequenas não tem paciência de ver projeções tão longas, por mais bem que feitas que tenha sido feitas... Os pais que aguentem...

O outro problema é, me parece, menos grave, porque naturalmente ninguém mais neste país tem qualquer memória de algo que tenha acontecido há mais de vinte anos no máximo! Enfim, quando eu era bem criança ganhei um livro infantil que se chamava Ferdinando o Touro, que contava em poucas páginas esta mesma história. Porque uma firma diferente resolveu refilmar um clássico da Disney eu não tenho a informação. O fato é que também assisti o desenho clássico da Disney, de apenas 8 minutos e que ganhou ainda por cima um Oscar de animação de curta metragem em 1938. Aliás, comentário a parte, era uma obra prima, muito original, que os pais usavam para dar exemplos em seus meninos, na história de um touro criado para lutar em touradas, mas essa não era sua vocação. Prefere colher flores e correr pelos campos. Quando chega a hora de se exibir na tourada, é um vexame (na época, chegava-se a levantar a questão dele ser efeminado! Mas não nesta versão). Mas deixemos por ai... (o IMDB também fala num telefilme Ferdinand the Bull de 84, de Dick Richards).

Enfim, quem viu o original nunca esqueceu e pode virar o nariz para esta aventura passada na Espanha, em que o herói passa por todo tipo de aventuras, com vários animais servindo de parceiros e amigos, outros nem tanto. Tem muita perseguição, muita confusão com carros, policiais (na verdade acho que tem excesso de personagens! Todos procurando ter alguma personalidade própria inclusive até a sequência final quando o herói enfrenta com galhardia o toureiro e a multidão!).

É um filme ruim? De maneira nenhuma. Só excessivamente longo e povoado, quando o que interessa mesmo é a postura e existência do herói que merecia algo mais profundo e humano (oops, touro humano!!! Já é viagem minha!). Não compreendo também porque o filme foi adiado (era para sair em julho e acabou batendo de frente com Star Wars, com o resultado óbvio!).

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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