RESENHA CRÍTICA: Covil de Ladrões (Den of Thieves)

É o tipo do filme B que antigamente passavam em salas do centro da cidade ou do interior, coisa que hoje em dia nem existe mais

04/04/2018 17:45 Por Rubens Ewlad Filho
RESENHA CRÍTICA: Covil de Ladrões (Den of Thieves)

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Covil de Ladrões (Den of Thieves)

EUA, 2018. 2h20min. Direção e roteiro de Christian Gudegast. Com Gerard Butler, Gerard Schreiber, Oshea Jackson Jr, 50 Cent, Meadow Williams, Brian Van Holt, Maurice Compte, Evan Jones.

É curioso como este filme B de ação policial já chega com uma metragem longa demais (vide acima) e a certeza de que farão uma continuação (além de terem 20 produtores credenciados!). E fazendo jus a sua produção endereçada ao público masculino, o filme teve por enquanto uma decente bilheteria de 42 milhões de dólares. Nada mal também considerando que o diretor roteirista é veterano apenas de scripts (Invasão a Londres, O Vingador) sendo este seu primeiro filme longa como diretor (e já anunciando uma continuação!). O diretor a quem interessar possa é filho do ator Eric Braeden que está no elenco e sobrinho de outro chamado Bob Crane. Outro detalhe curioso, o astro do filme é o escocês Gerard Butler, que tem feito cada vez mais trabalhos ruins (e nem por isso deixou de ter ao menos 10 outros projetos previstos!). Não foi rodado em Los Angeles como parece, mas em Atlanta. Outro detalhe curioso, o filme ficou 14 anos em desenvolvimento do projeto.

Curiosamente os críticos norte-americanos acharam que o filme não passa de uma refilmagem de Heat (1995) de Michael Mann (copiando o filme chamado aqui Fogo contra Fogo, com Robert DeNiro e Al Pacino, Jon Voight, Val Kilmer e Natalie Portman, ou seja, um elenco de primeira). É sobre um gangster que acabou de sair da cadeia e seus comparsas estão realizando uma série de roubos em Los Angeles, mas o detetive Vincent Hanna resolve enfrentá-lo. E que por sua vez já era um remake de um telefilme chamado L.A. Takedown.

O filme começa fazendo um levantamento sobre a quantidade de assaltos a banco que ocorrem em Los Angeles, Califórnia, durante um ano. Para concluir que é o lugar ainda mais tem assaltos no mundo! E para demonstrar isso há um assalto realizado com equipe paramilitar e a presença dos dois policiais importantes Gerard Butler e Nick Davis que controlam o grupo The Regulatrs (os críticos acharam que Butler estaria imitando Mel Gibson na sua fase barbada e alcoolizada. E o assalto maior seria justamente no único banco de Los Angeles que nunca foi vitima de assalto. O filme também se da ao luxo de querer apresentar duas surpresas. Enfim, este é o tipo do filme B que antigamente passavam em salas do centro da cidade ou do interior, coisa que hoje em dia nem existe mais. Ou será que me engano e ainda existe público para este tipo de thriller?

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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