RESENHA CRÍTICA: A Justiceira (Peppermint)

É bom ficar sabendo que o filme de muita ação tem uma pretensão de humor negro, certamente a violência vai agradar muita gente e irritar outras

17/10/2018 16:48 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: A Justiceira (Peppermint)

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A Justiceira (Peppermint)

França/EUA, 18.1h41. Direção de Pierre Morel. Roteiro de Chad StJohn. Com Jennifer Garner, John Gallagher Jr, John Ortiz,Juan Pablo Raba, Annie Ilonzeh, Jeff Hephner, Cailey Fleming, Eddie Shin.

É interessante como o cinema francês de ação continua produzindo filmes para o mercado internacional misturando elencos locais com atores de Hollywood. É o caso do diretor Pierre Morel (França, 12 de maio de 1964) que começou como operador de câmera (no filme de Richard Berry, L´Art délicat de la Séduction, de Richard Berry) , depois evoluindo para diretor de fotografia até se tornar realizador para cineastas como Luc Besson ou com filmes pouco famosos. Passou a assinar Banlieue com 13 Distrito (2004), Busca Implacável (08) e Dupla Implacável (From Paris with Love, 2010), Franco Atirador (The Gunman,15), todos eles pouco memoráveis. Como também séries de TV locais (Plantão Noturno, 14, Zero Hour, 13, e o telefilme Clan of the Cave Bear, 15).

Agora com Peppermint. seu projeto traz uma estrela de série de TV, que é caso de Jennifer Garner, que ficou famosa com a série de aventura (aliás bastante simpática como deixa entender o título): Alias Codinome Perigo (2001-06). Depois se casou com Ben Affleck, ameaçou se divorciar (mas ele foi tentar se curar !) e nesse meio tempo cá está ela retomando o filme de aventura (é bem verdade que ela não se deu muito certo com outro do gênero que foi Elektra (05). E o bobinho Com Amor, Simon.

Com roteiro de Chad StJohn, se conta a história da heroína que cinco anos depois de seu marido e sua filha terem sido assassinadas num ato de violência sem sentido, Riley, uma mulher, volta de um exílio que se impôs para buscar vingança daqueles que foram responsáveis e do sistema que os deixou livres. Conta Jennifer que o filme foi rodado justamente no auge do tema controverso do “MeToo” de exploração sexual e por causa disso pela primeira vez a produção criou um lugar especial para trocar de roupa! De qualquer forma, o personagem dela mata 43 pessoas incluindo 5 fora de cena! Outro detalhe importante, somente nos EUA o filme que custou 25 milhões de dólares rendeu 34 milhões de bilheteria (nada mal!).

É bom ficar sabendo que o filme de muita ação tem uma pretensão de humor negro, ou seja, como se fosse uma comédia escondida dentro de um thriller de vingança (ninguém acredita quando a heroína diz que se lembra dos rostos dos três bandidos que mataram sua família!). Os franceses chamam a esse gênero de “vigilante” envolvendo traficantes de drogas e policiais corruptos. Certamente a violência vai agradar muita gente e irritar outras (até os franceses reclamaram do horror negro). De certa forma relembra o famoso personagem da serie “Taken” de Liam Neeson. Sim, Garner ainda é a melhor coisa do filme!

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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