RESENHA CRÍTICA: O Espelho (Oculus)
Como thriller sobrenatural o filme não abusa de sustos falsos
O Espelho (Oculus)
EUA, 13. 104 min. Direção de Mike Flanagan. Com Karen Gillan, Brenton Thwaites, Katee Sackhoff, Rory Cochrane, Annalisa Basso, Garrett Ryan, James Lafferty, Miguel Sandoval.
Continua a ser difícil encontrar filmes de terror inovadores e bem sucedidos. Este aqui foi criado por um certo Mike Flanagan, nascido em Salém, da Terra das Bruxas, e rodado no Alabama. Inspirado num curta que o diretor fez em 2006, Oculus, The Man with the Plano, este exemplar teve criticas medianas e razoável carreira de bilheteria (custou 5 milhões de dólares e rendeu 27 milhões de dólares). Embora alguns fãs reclamem que há pouco gore (sangreira) e detalhes menos explícitos, outros admiram a narrativa bem engendrada e a própria trama que da nova vitalidade ao velho clichê do espelho mal assombrado.
No caso, um adolescente está sendo liberado de um sanatório aparentemente curado. Mas sua irmã mais velha acha que existe um espelho antigo na família, meio barroco e parcialmente quebrado que esconde um espírito maligno que vem provocando as mortes. A irmã chega ate a convencer o rapaz em levarem o espalho para casa, onde ele fica provocando novas assombrações e mesmo mortes. A situação fica um pouco confusa, mas também mais interessante porque ela sucede em dois tempos, quando eles tem cerca de 13-14 anos e mais tarde quando já estão com cerca de 20!
Como thriller sobrenatural o filme não abusa de sustos falsos, tem uma narrativa mais ou menos lenta, mas que chega a ser interessante. Ou quase.
Achei o elenco muito fraco, principalmente os adultos. Os jovens se viram melhor embora o mais famoso me tenha impressionado por ser um australiano cabeçudo e troglodita que me assustou isso sim como galãzinho de Malévola, o tal de Brenton Thwaites.
Como teve boa repercussão, é possível que venha a ter continuações. Certamente já vi piores. E uns poucos melhores também.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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