RESENHA CRÍTICA: O Menino no Espelho

um filme agradável e divertido, preenchendo um nicho raro no cinema brasileiro, o filme juvenil

18/06/2014 15:08 • Da Redação
RESENHA CR�TICA: O Menino no Espelho

tamanho da fonte | Diminuir Aumentar

O Menino no Espelho

Brasil, 14. Direção de Guilherme Fiuza Zenha. Com Matheus Solano, Regiane Alves, Lino Facioli, Ricardo Blat, Gisele Froes, Murilo Grossi, Laura Neiva, Murilo Querino.

 

Quero confessar minha admiração pela obra do escritor mineiro Fernando Sabino que eu acompanhei por toda sua longa carreira de excelente cronista, ocasional romancista e brilhante escritor juvenil. O cinema aproveitou duas vezes seu conto O Homem Nu, o suspense Faca de Dois Gumes (que foi crescendo com o tempo e a única vez que o entrevistei em Gramado!), o juvenil o Grande Mentecapto e agora o clássico O Menino no Espelho, que é mais outro bom filme nacional que tem infelicidade de estrear neste período de Copa e confusão. Uma pena porque é um filme mineiro, bem realizado, bem produzido e traz um menino brasileiro que já faz carreira internacional como ator. O garoto Lino Facioli, natural de Ribeirão Preto, é filho de diretores de arte (melhor explicando o pai é animador e artista gráfico, a mãe arquiteta e desenhista de joias, mas foi o garoto que teve a opção de ser ator) que moram no exterior e já teve oportunidade de trabalhar no seriado Game of Thrones (e ainda deve retornar em breve), além de trabalhar também na comédia O Pior Trabalho do Mundo (10),  em Broken com Tim Roth (14), séries de TV (The Armstrong and Miller Show) e alguns curtas.

Primeiro longa dirigido por Fiúza, O Menino no Espelho demorou sete anos para ficar pronto. A ideia da adaptação surgiu após o diretor desistir de outro roteiro com o qual já estava trabalhando há 7 meses, por conta de problemas com o contrato de exclusividade. O livro de Sabino lhe chegou às suas mãos por meio da ex-mulher que o presenteou. Trabalhou no roteiro ao lado do produtor André Carreira e do roteirista Di Moretti, já que na verdade ele é formado por contos fechados e foi preciso criar uma história única, com começo meio e fim. A produção custou R$ 5 milhões e chamou para o papel do pai do menino, Mateus Solano, antes dele ficar famoso com a novela como Félix. Também não conseguiram licença para filmar em Belo Horizonte, e usaram como locações as cidades de Cataguases, Miraí e Leopoldina.

O resultado como disse é agradável e divertido, preenchendo um nicho raro no cinema brasileiro, o filme juvenil. Mas nem por isso acho que ele seja descoberto por um público distraído e confuso.

Lembro-me de que O Menino no Espelho me encantou tanto que imediatamente depois de ter terminado sua leitura eu a reiniciei.  Para semanas mais tarde, outra vez o li na certeza que era poético e difícil de capturar em sua magia.

Linha
tamanho da fonte | Diminuir Aumentar
Linha

Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

Linha

relacionados

Todas as máterias

Efetue seu login

O DVDMagazine mantém você conectado aos seus amigos e atualizado sobre tudo o que acontece com eles. Compartilhe, comente e convide seus amigos!

E-mail
Senha
Esqueceu sua senha?

Não é cadastrado?

Bem vindo ao DVDMagazine. Ao se cadastrar você pode compartilhar suas preferências, comentar ou convidar seus amigos para te "assistir". Cadastre-se já!

Nome Completo
Sexo
Data de Nascimento
E-mail
Senha
Confirme sua Senha
Aceito os Termos de Cadastro