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Gena Rowlands Ganha Oscar Especial

Uma espécie de madrinha do cinema independente americano,recebe o Oscar especial pela carreira

14/11/2015 21:25 Por Rubens Ewald Filho
Gena Rowlands Ganha Oscar Especial

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Esposa e musa do diretor e ator John Cassavetes, Gena Rowlands é uma espécie de madrinha do cinema independente americano. Seu marido foi dos primeiros a fazer experiências com filmes pessoais e improvisados, que abriram caminho para o atual cinema independente. E quase sempre ela era a estrela. Todos eles eram improvisados o que permitia a Gena mostrar sua incrível humanidade. Foram dez filmes que custaram a chegar comercialmente ao Brasil, mas que demonstraram um talento fantástico de Gena, que chegou inclusive a ser indicada ao Oscar de melhor atriz em 1975, por A Woman Under the Influence, um trabalho brilhante como uma mulher que tenta deixar de beber. Foi indicada novamente ao Oscar por Gloria, também dirigida pelo marido em 1980. Por Noite de Estréia (Opening Night de 1977) foi votada como a melhor atriz do Festival de Berlim. Também ganhou dois Emmys por filmes de TV. Apesar de tanto prestigio, Gena sempre ficou na sombra do marido e do filho, o também diretor Nick Cassavetes com quem trabalhou várias vezes (aliás, a filha do casal, Zoe, também a dirigiu). Só quando Cassavetes faleceu em 89 é que incrementou mais sua carreira. Hoje se diz aposentada mas que ainda lê roteiros. Aos 85 anos, é muito respeitada e admirada, em particular na Europa e na França, onde os filmes do marido tiveram grande repercussão quando foram comprados por Gerard Depardieu e exibidos em circuito comercial. Tudo isso explica porque ela recebe agora o Oscar especial pela carreira, chamado de Governors Prize.

 

 Nascida em 1930, filha de um deputado, foi descoberta para o cinema em meados dos anos 50. Custou a ser descoberta e teve muita participação em séries de TV e depois telefilmes. Sua estréia no cinema foi pelas mãos do diretor e ator José Ferrer, em O Amor Também Subiu de Preço (curiosamente ela tinha um verruga acima do lábio que lhe dava um charme especial, mas que pouco tempo depois ela resolveu tirar com uma operação). Um dos primeiros papéis de destaque dela foi em Sua Última Façanha (Lonely are the Brave de 62), onde é a garota do bar com quem flerta o herói, o último dos cowboys. Na época já estava casada com Cassavetes (desde 1954!) e suas aparições em filmes alheios foi esporádica. Na verdade, era o trabalho dela que sustentava a casa enquanto o casal financiava os próprios filmes. Junto com o marido participou de Tempestade de Paul Mazursky, uma adaptação modernizada de Shakespeare. Para Woody Allen, foi espionada por Mia Farrow em A Outra. Foi a mãe de Sandra Bullock em Quando o Amor Acontece. Esteve com Sharon Stone em Sempre Amigos (The Mighty). Até se envolveu com o papagaio Paulie. Foi a mulher de Sean Connery em Playing by Heart... Papéis de coadjuvante que não deixam de revelar seu brilho de estrela e um dos rostos mais bonitos e humanos do cinema moderno. Outro detalhe curioso: raramente dá entrevistas e é famosa por ser mau humorada e sem paciência.

 

Filmografia

1958- O Amor também Subiu de Preço (The High Cost of Loving) de José Ferrer. 1959-Sombras (Shadows ) de John Cassavetes. 1962- Sua Última Façanha (Lonely are the Brave, de David Miller). Labirinto de Paixões (The Spiral Road de Robert Mulligan). 1963-Minha Esperança é Você (A Child is Waiting de Cassavetes). 1967-Tony Rome (Idem de Gordon Douglas).1968-Faces (Idem de Cassavetes). 1969- A Fúria dos Intocáveis(Gli Intocabbili de Giuliano Montaldo).1971- Assim Fala o Amor (Minnie e Moskowitz de Cassavetes). 1974- Uma Mulher sobre Influencia (A Woman under Influence de Cassavetes). 1976- Pânico na Multidão (Two-Minute Warning de Larry Peerce). 1977- Noite de Estréia (Opening Night, de Cassavetes). 1978-Um Golpe muito Louco (The Brink´s Job de William Friedkin) .1980-Gloria (Idem de Cassavetes). 1982-Tempestade (Tempest de Paul Mazursky). 1984- Amantes (Love Streams de Cassavetes).1987- Luz da Fama (Light of Day de Paul Schrader). 1988- A Outra (Another Woman de Woody Allen). 1991- Meu Querido Intruso (Once Around de Lasse Hallstrom). Uma Noite sobre a Terra (Night on Earth de Jim Jarmusch). Ted & Venus (idem de Bud Cort). 1993- As Lágrimas do Silencio (Silent Cries/Guests of the Emperor de Anthony Page). 1995-Memórias (TheNeon Bible, deTerence Davies).O Poder do Amor (Something to Talk About de Lasse Hallstrom). 1996- De Bem com a Vida (Unhook the Stars, de seu filho Nick Cassavetes). 1997- Loucos de amor (She´s so Lovely de Nick Cassavetes). Paulie- O Papagaio Bom de Papo (Paulie, de John Roberts). 1998- Sempre Amigos (The Mighty de Peter Chelson). Quando o Amor Acontece (Hope Floats, de Forest Whitaker). Corações Apaixonados (Playing by Heart, de Willard Carroll). 1999-The Weekend de Brian Skeet. 2004-Roubando Vidas (Taking Lives de D.J. Caruso). Diário de uma paixão (The Notebook, de Nick Cassavetes). 2005-A Chave Mestra (The Skeleton Key, de Iain Softley). Paris, eu te Amo (Paris, Je t´aime. Epis.Quartier Latin. De Depardieu). 2007-Broken English de sua filha Zoe Cassavetes.2011- Olive de Patrick Gilles e Hoorman Khalili ).2012- Yellow de Nick Cassavetes. 2004- Parts per Billion de Brian Horiuichi. Six Dances Lessons in Six Weeks de Arthur Alan Seidelman. 

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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