RESENHA CRÍTICA: A Promessa (The Promise)

O público vai ao cinema para se divertir e não aprecia tomar posições de certas verdades nunca reveladas

11/05/2017 16:33 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: A Promessa (The Promise)

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A Promessa (The Promise)

Inglaterra, 16. 2h13. Direção de Terry George. Roteiro de George e Robin Swicord. Com Christian Bale, Charlotte LeBon, Oscar Isaac, Tom Hollander, Jean Reno, Milene Mayer, Angela Sarafyan, Daniel Gimenez Cacho. Trilha musical de Gabriel Yared.

Há certas histórias que o público não quer consumir. Certas verdades que nunca são reveladas para a humanidade e apesar de serem aceitas como legítimas, sofrem algum tipo de maldição, que só confirma o evidente. O público vai ao cinema para se divertir e não aprecia tomar posições. Não importa que o projeto tenha equipe de qualidade como astros como Christian Bale, o Batman Cavaleiro dos Trevas, o herói de O Despertar da Força, Oscar Isaac, e o notável Jean Reno. O diretor Terry George é britânico da Irlanda da Norte e fez filmes importantes como Em Nome do Pai, com Daniel Day Lewis, 93, O Hotel Rwanda, 04, Mães em Luta com Helen Mirren, Traídos pelo Destino, 07 com Mark Ruffalo. Mesmo vindo de um fracasso terrível (O Negociador,mal escalado pela presença de Brendan Fraser). Ganhou o Oscar por um curta metragem The Shore (12).

Este A Promessa visto há pouco nos EUA foi um fracasso por lá o que nos leva a temer pela fama que o assunto tem de ser azarado e nunca conseguem fazer um trabalho excepcional para uma história tal real e trágica, mas que ao mesmo tempo os Turcos recusam a aceitar, que é o massacre do povo Armênio nas mãos do Império Otomano (leia-se os Turcos). Eu acompanhava essa história porque me contava o horror meu amigo Leon Cakoff, que perdeu grande parte da família tentando fugir dos atos criminosos. E que até hoje continua a ser tabu, não admitem o infelizmente real. Este filme é um esforçado projeto rodado basicamente em Portugal (Sintra, Lisboa, e ainda Malta, Toledo, Seruel, Sevilha, Ilhas Canárias, na Espanha) que tenta apresentar parte da história, a partir de um triângulo amoroso. Um triângulo amoroso em 1914 entre Michael, um brilhante estudante de Medicina, a bela Ana e Chris, um famoso jornalista americano radicado em Paris. Teve orçamento de 90 milhões de dólares rendeu agora apenas 8 milhões ( e nada ainda do exterior). Obviamente foi financiado com a ajuda de milionários armênios para ser como dizem os cínicos, o Doutor Jivago do Povo Armênio. Não faltam também cenas de ação e tragédia já que o tema é grande demais para ser desrespeitado com brincadeiras. Ainda por que tudo é sincero e ainda oportuno.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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