RESENHA CRÍTICA: Lady Macbeth (Idem)
O filme é feito de planos curtos e não detalhados, com poucos diálogos, rara trilha musical
Lady Macbeth (Idem)
Inglaterra, 2017. 1h29. Direção de William Oldroyd. Com Florence Pugh, Cosmo Jarvis, Christopher Fairbank, Paul Hilton, Naomi Ackie, Christopher Fairbanks, Anton Palmer. Baseado em Livro de Nikolai Leskov.
Modesto mas muito elogiado filme britânico, bem premiado: Em Dublin, melhor atriz; Montclair, filme e prêmio especial do júri; Palm Springs, diretor revelação; Thessaloniki, crítica; Zurich, crítica e menção especial; melhor atriz em Vallenciennes. Mas não espere demais, o elenco é amadorístico inclusive com a protagonista, uma inglesa de Oxford rechonchuda que não brilha num elenco muito irregular. Ela vive no interior da Inglaterra, casada com um homem mais velho, que a despreza no sexo. Quando ele viaja, ela não esconde que está de caso com um rapaz Sebastian (Cosmo) com quem tem um ativo parceiro sexual. Isso ocorre no norte da Inglaterra, no século 19 e essa Lady não tem a chama ou garra de outras semelhantes.
O filme é feito de planos curtos e não detalhados, com poucos diálogos, rara trilha musical. Enquanto o diretor prefere não mergulhar mais profundamente nos horrores do adultério e violência. Realizado por um estreante, com poucos diálogos, elenco irregular, tem ocasionais cenas de semi-nudez. A melhor coisa é que é curto e muito distante de Shakespeare.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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