OSCAR 2018: Lady Bird: A Hora de Voar (Lady Bird)

Não me pareceu ser o grande filme do ano, mas é dos mais simpáticos e apetitosos

30/12/2017 22:01 Por Rubens Ewald Filho
OSCAR 2018: Lady Bird: A Hora de Voar (Lady Bird)

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Lady Bird: A Hora de Voar (Lady Bird)

EUA, 17. 1h34min. Direção e roteiro de Greta Gerwig. Com Saiorse Ronan, Laurie Metcalf, Tracy Letts, Lucas Hedges, Timothée Chalamet, Beanie Feldstein, Lois Smith, Odeya Rush. Fotografia de Sam Levy. M[usica de Jon Brion. Estreia 5 de abril de 2018.Cotação: três

Indicado para 4 Globos de Ouro (de comédia, roteiro, coadjuvante Laurie e atriz Saiorse), 3 SAGS (Laurie, Saiorse e elenco), Gotham (Saiorse), mais prêmios em Indiana, 4 Independent Spirits, Dallas (roteiro), Denver, Chicago (4), Boston, New York (filme e atriz), Palm Springs, Filadelfia, San Diego, San Francisco, Seattle, StLouis, Toronto, Vancouver, Washington.

Para melhor apreciar este filme seria bom destacar a presença autobiográfica da diretora e roteirista a atriz Greta Gerwig, que nos últimos anos tem tido uma carreira promissora (nascida em Sacramento, em 1983, onde alias se passa a história deste filme, filha de enfermeira e programador de computador). Começou depois de certo tempo a ter destaque em Arthur, o Milionário Irresistível, 11, para logo depois ser descoberta em Descobrindo o Amor, 11, de Whit Stillman, a comédia dirigida por Woody Allen, Para Roma, com Amor, 12, a polemica Frances Ha,12, O Último Ato, com Al Pacino, 14, Mistress America, 15, Maggie Tem um Plano, 15 e o ainda mais recentes Jackie, e Mulheres do Século 20, ambos 16. Antes deste filme, co-dirigiu com Joe Swanberg, Nights and Weekends. Ela não aparece como atriz neste filme porque é sua autobiografia!

Por isso que ela soube escolher também os coadjuvantes. A atriz de teve Laurie Metcalf, ganhou 3 Emmys por Roseanne e foi indicada por 3 Globos de Ouro. Quase sempre esquecida pelo cinema esta brilhante como a mãe enfermeira chata e durona (prestem atenção na briga de mãe e filha no carro, com final inesperado!). Como o pai o grande dramaturgo Tracy Letts (que escreveu Killer Joe, Álbum de Família e Possuídos) e que foi ator no recente The Post- a Guerra Secreta, The Lovers com Debra Winger, Elvis & Nixon. Agora Saiorse já é estrela desde quando ela nascida em Nova York de família irlandesa foi descoberta por Desejo e Reparação, 07, de Joe Wright, que lhe deu a primeira indicação ao Oscar de coadjuvante (o filme ganhou de trilha). Logo depois mais outra indicação, Brooklyn,15. Os outros coadjuvantes são hoje famosos Lucas Hedges (o garoto de Manchester a Beira Mar, Grande Hotel Budapeste) e Timothée Chalamet que estourou depois de Interestelar e Me Chame pelo seu Nome.

Com esse elenco muito forte, este é o filme que caiu no gosto do público norte-americano e promete ir longe. Simplesmente porque é uma história humana, simples, bem contada que vai fazer todo mundo se identificar com a situação. Afinal muita gente já passou por situações semelhantes, uma garota que se chama Christine Mac Pherson, mas prefere o apelido de Lady Bird, a mãe principalmente acha que ela faz tudo errado e não sabe estudar, ou se dar com as colegas, ou se preparar para poder entrar numa universidade. Mas Bird acha que é talentosa, atraente e um dia vai longe. Não é pretensiosa simplesmente sonhadora. A ajuda de dois garotos teens em seu destino ajudam bastante. Desperta para aventuras, satisfação, o risco de cantar num musical e até o primeiro amor. Tudo na escola católica que não a leva muito a sério.

Mas o espectador vai se identificar com a heroína e mais ainda quem reconhecer Greta como a autora (em filmes anteriores). Não me pareceu ser o grande filme do ano, mas é dos mais simpáticos e apetitosos.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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