RESENHA CRÍTICA: Boneco de Neve (The Snowman)
É uma bomba tediosa como raramente temos a chance de encontrar, não perca seu tempo
Boneco de Neve (The Snowman)
EUA, 2017. 1h59 min. Roteiro de Peter Straughan (O Espião que Sabia Demais, Os Homens que encaravam as Cabras), Hossein Amini (Drive, Branca de Neve e o Caçador). Baseado em livro de Jo Nesbo. Direção de Tomas Alfredson. Com Michael Fassbender, Rebecca Ferguson, Charlotte Gainsbourg, Jonas Karlsson, Michael Yates, J.K.Simmons, Val Kilmer, James D´Arcy , Chloe Sevigny.
Os críticos americanos já escolheram este aqui como o pior filme do ano apesar da presença aguada de Michael Fassbender em seu pior dia, e o fato de que a história de serial killer é baseada num livro de 2007 de um escritor policial muito famoso na Noruega, Jo Nesbo (do qual a gente conhece aqui e ainda assim pouco Headhunters). Quem iria dirigir o projeto era Martin Scorsese, que deixou seu nome mas fugiu (a experiência tem que servir para algo!) sendo que o filme acabou sendo realizado por um diretor local, da Suécia, Thomas Alfredson (que se deu bem com Deixa Ela Entrar/ Let the Right One In, 08 e também O Espião Que Sabia Demais/ Tinker Tailor Soldier Spy,11. Mas até este que não é bobo nem nada se queixou abertamente que não deixaram ele realizar o trabalho que desejava, teve que cortar cenas e fazer tudo apressadamente. Se tivesse condições teria feito um filme melhor, afirma. Custou 35 milhões de dólares e mal rendeu 7 milhões de dólares nos EUA. A única coisa que eu apreciei num elenco grande e famoso é a presença da bela sueca Rebecca Ferguson (A Garota no Trem) assim mesmo desperdiçada. Ela faz o interesse romântico do detetive Fassbender que investiga a ação de um serial killer que fabrica um boneco de neve cada vez que aparece!
Nas condições atuais, o resultado é uma bomba tediosa como raramente temos a chance de encontrar. Tive a curiosidade de procurar algumas críticas estrangeiras que são muito divertidas. O Hollywood Reporter chamou o filme de frio e sem vida, que apesar do elenco, é amadorístico, sem humor, com uma equipe sem química, dialogo mal escrito e resolução incompetente. Com certeza deste projeto não vai sair uma continuação, concluem.
O New York Post achou a adaptação capenga como se pisasse no gelo, uma confusão de desesperar. O Newsday disse que o filme é gelado como o inverno nórdico e quase tão longo. O Toronto Star lamenta o desperdício do elenco abundante e desajeitado (fala coisa pior, mas achei melhor reduzir!). O Los Angeles Times chamou o projeto do mais inepto feito por um grande estúdio este ano. Ou seja, não perca seu tempo.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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