RESENHA CRÍTICA: Neve Negra (Neve Niegra)

A narrativa é tão confusa que fica difícil segui-la enquanto o astro fica escondido através de barba e cabelo comprido

09/06/2017 16:50 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Neve Negra (Neve Niegra)

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Neve Negra (Nieve Negra)

Argentina, Espanha, 17. Direção de Matin Hodara. Com Ricardo Darin, Leonardo Sbaraglia, Federico Luppi, Lara Costa, Dolores Rinzi.

O novo filme do astro mais famoso do atual cinema argentino Ricardo Darin, desta vez dirigido por um veterano assistente (que esteve em 9 Rainhas, Aura) e no longa O Sinal. Rodado na Patagônia e Andorra, com orçamento de 4 milhões de dólares. Não sou dos mais entusiastas admiradores de Darin, especialmente nos filmes mais recentes e mais discutíveis como Koblic, ainda que compensados pelo espanhol Truman (um cachorro) e o de episódios, muito divertido Relatos Selvagens. Pois aqui Darin nem chega a ter um papel estrelar, já que a maior parte da ação esta com o mais jovem e igualmente competente Leonardo Sbaraglia. O problema não é o elenco (embora a mocinha seja novinha demais, muita coisa é mal explicada), embora seja discutível a paisagem da Patagônia e os lobos que parecem cães. 

Já houve muitos dramas americanos passados assim em regiões ermas e friorentas, onde sucedeu uma tragédia rural familiar. Aqui é um casal (Leo e a mocinha Lara) que vai procurar o irmão mais velho Darin, com uma oferta de um homem velho e rico (o venerável Federico Luppi) de compra da velha casa da família onde vive esse irmão ainda raivoso e vingativo. Ainda bem que na parte final há uma explicação mais detalhada de uma tragédia sexual que provocou mortes e uma matança. Por que a narrativa é tão confusa que fica difícil segui-la enquanto o astro fica escondido através de barba e cabelo comprido, num papel indigno de seu prestigio. E quando mais se explica pior fica o filme.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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